Sábado eu sai com um casal de amigos e a noite foi, digamos, diferente.
Eu não me incomodei de parecer um candelabro, ja' que fiquei segurando vela a noite toda (nota mental: perguntar pra eles se a reciproca é verdadeira!), mas o "diferente" da noite foi o ambiente.
Fomos num barzinho chamado Zapata. Até ai tudo bem, apesar de que música as vezes era um pouco estranha. Bom, tocou de tudo: salsa, la bamba, Shakira (é assim q escreve?) e, para a minha surpresa, até lambada. SIM lambada!!! (chooooorando se foi quem um dia so' me fez choraaaar... - maldita musica que não sai da minha cabeça).
Entretanto o que mais chamou a atenção no tal barzinho foram as pessoas que estavam dançando. Obviamente tinha gente normal, mas algumas figurinhas se destacaram, por exemplo:
1 - uma mulher que dançava igual a uma galinha com convulsão (o pescoço ia para frente e para traz enquanto todo o corpo tremia em movimentos aleatórios);
2 - dois carinhas um tanto quanto agitados que dançavam um de frente para o outro com movimentos pouco assimétricos e fora do ritmo da música;
3 - uma mulher que achava q dançar lambada é ficar dando pulos como se os pés dela estivessem pagando fogo; e
4 - um rapaz que parecia estar possuído pelo capeta. Imagine a cena do filme "Embalos de sábado a noite" com a trilha sonora da Shakira e um um indivíduo com problemas claros de coordenação motora.
Bom... isso prova que o meu pára-raio-de-loucos continua na sua potência máxima.
Update: Estou ouvindo doses cavalares de Metallica, mas até agora a maldita lambada não saiu da minha cabeça.
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segunda-feira, junho 29, 2009
quarta-feira, junho 10, 2009
Parabéns pra você!!!
Hoje 10/06/2009 completa um ano (ja'?!?) que eu cheguei na França. O saldo desses 12 meses na famosa Côte d'Azur foi:
Pela primeira vez "pratiquei" Ski Aquatico, tive meu primeiro treinamento contra incêndio, vi um Audi R8 e um vette "ao vivo", conheci Mônaco e Monte Carlo (Monte Carlo não é a cidadezinha do lado de Fraiburgo não), Nice, morei por algum tempo na charmosa cidade de Valbonne e mudei para Antibes.
Nesse meio tempo eu coloquei o meu para-raio-de-loucos em para funcionar a todo vapor, mas por uma infelicidade do destino eu fui atropelado o que rendeu uma história de vários capítulos que ainda não acabou (com direito um osso quebrado). No meu trajeto casa-trabalho eu peguei ônibus errado e alguns dias de chuva (parte 1 e parte 2). Refleti sobre a minha vida e me questionei sobre o meu objetivo aqui. Descobri que por aqui também tem incompetência, enfrentei toda a burocracia francesa pra renovar o visto além de encarar os dias de greve com toda bravura
Numa fase mais "turística" eu consegui ir a Paris (e voltar no mesmo dia) , mas para compensar eu fui num carnaval completamente diferente de todos que eu havia visto na minha vida e passei pela famosa Fêste du Citron, mas claro, com emoção. Também fui ao Festival Internacional de Cannes pra passar vergonha porque não sabia o nome de nenhum artista.
Pratiquei esportes radicais mesmo sem saber do perigo que eu corria e outros e não tão radicais assim. Em alguns momentos eu senti na pele toda a sutileza francesa, mas foi um caso isolado e isso não reflete nem um pouco a cultura do país. Aqui eu também joguei Rock Band pela primeira vez, viciei e isso rendeu uma boa aventura ao comprar um Xbox 360 (parte 1, parte 2, e parte final).
Todas essas histórias (verídicas, é claro) acabaram rendendo dois selos no blog (1 e 2) e que me deixaram muito feliz, mas talvez o mais importante foi eu ter encontrado bons amigos, apesar de algumas vezes ganhar um presente de grego.
Infortúnios a parte eu confesso que esse ano foi, no mínimo, interessante.
Pela primeira vez "pratiquei" Ski Aquatico, tive meu primeiro treinamento contra incêndio, vi um Audi R8 e um vette "ao vivo", conheci Mônaco e Monte Carlo (Monte Carlo não é a cidadezinha do lado de Fraiburgo não), Nice, morei por algum tempo na charmosa cidade de Valbonne e mudei para Antibes.
Nesse meio tempo eu coloquei o meu para-raio-de-loucos em para funcionar a todo vapor, mas por uma infelicidade do destino eu fui atropelado o que rendeu uma história de vários capítulos que ainda não acabou (com direito um osso quebrado). No meu trajeto casa-trabalho eu peguei ônibus errado e alguns dias de chuva (parte 1 e parte 2). Refleti sobre a minha vida e me questionei sobre o meu objetivo aqui. Descobri que por aqui também tem incompetência, enfrentei toda a burocracia francesa pra renovar o visto além de encarar os dias de greve com toda bravura
Numa fase mais "turística" eu consegui ir a Paris (e voltar no mesmo dia) , mas para compensar eu fui num carnaval completamente diferente de todos que eu havia visto na minha vida e passei pela famosa Fêste du Citron, mas claro, com emoção. Também fui ao Festival Internacional de Cannes pra passar vergonha porque não sabia o nome de nenhum artista.
Pratiquei esportes radicais mesmo sem saber do perigo que eu corria e outros e não tão radicais assim. Em alguns momentos eu senti na pele toda a sutileza francesa, mas foi um caso isolado e isso não reflete nem um pouco a cultura do país. Aqui eu também joguei Rock Band pela primeira vez, viciei e isso rendeu uma boa aventura ao comprar um Xbox 360 (parte 1, parte 2, e parte final).
Todas essas histórias (verídicas, é claro) acabaram rendendo dois selos no blog (1 e 2) e que me deixaram muito feliz, mas talvez o mais importante foi eu ter encontrado bons amigos, apesar de algumas vezes ganhar um presente de grego.
Infortúnios a parte eu confesso que esse ano foi, no mínimo, interessante.
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segunda-feira, junho 01, 2009
Um maratonista noturno (da série para-raios de loucos: ATIVAR!!)
Na quinta-feira dois amigos e eu marcamos de que na sexta iríamos num bar chamado "Le Ranch". Segundo o Fulano o local era muito legal, de frente para o mar e bem animado. Eltrano e eu dissemos: OK, vamos la'. O Fulano disse que ele tinha um aniversário para ir antes, mas que por volta das 23:00 h ele estaria livre.
Sexta-feria, 23:30 encontrei o Eltrano no caminho para a casa de uma amiga nossa. Quando entrei no carro o Eltrano ja' deu o prólogo da noite dizendo:
- Falei com o Fulano agora e ele ja' passou dos limites com o álcool. Hoje e não vai dar pra deixar ele dirigir.
Ligamos para o Fulano para avisar que havíamos chegado na frente do local do aniversário e ele foi para o "Le Ranch" no mesmo carro que nós.
O tal do "Le Ranch" é um lugar legalzinho, mas estava completamente vazio. Devia haver uns 5 casais, então entramos, olhamos e saímos. Decidimos ir até um outro barzinho chamado "L'Idem" no centro de Juan Les Pins. Dentro do carro o Fulano estava todo alvoroçado contando a mesma história repetidas vezes e falando alto (mais do que o de costume).
Estacionamos e sem mais nem menos o Fulado saiu correndo e parou no meio da rua trancando a passagem dos carros. Tiramos ele de la' a base de empurrões e entramos no L'Idem. Como um perfeito ilusionista o Fulado desaparecia do nosso lado e reaparecia com um copo de vinho de tempos em tempos. Saldo: empurrões nas pessoas ao redor, uma taça de vinho quebrada e muito, muito vinho derramado no chão.
Por volta das 2:00 am saímos do bar para ir pra casa e foi ali que as coisas mais bizarras da noite começaram a acontecer.
Na porta do estabelecimento, enquanto esperávamos (Fulano e eu) pelo Eltrano e a nossa amiga sairem, o Fulano veio com uma conversa muuuuiiito estranha e dizendo:
- Eu se que vc quer me beijar!
- O QUE??? TA' LOUCO??? VAI TOMAR NO ####!!!
Nesse momento o Eltrano e a nossa amiga sairam e ali começou o nosso calvário. Tentamos convencer o Fulano de ir pra casa no nosso carro, mas não teve jeito. Ele (literalmente) saiu correndo para procurar o carro dele.
O Eltrano e eu (dois bobos) fomos atrás, pq no estado que o Fulano estava não era nada prudente deixar ele dirigir. Ficamos revezando, um pouco o Eltrano e um pouco eu, tentando seguir o Fulano. Numa dessas disparadas o Fulano caiu, bateu a cabeça e esfolou as mãos. Felizmente não foi nada grave pq depois da queda ele levantou e saiu correndo/mancando mais uma vez.
O mais triste é que o Fulano não lembrava mais onde ele havia estacionado o carro. Andamos e corremos em circulo por uns 40 minutos e ele soltou outras pérolas do tipo:
- Eu sou o perigo aqui!
ou então
- Eu sou um guerreiro, vocês são todos fracos, vocês são perdedores
E assim foi com essas "frases de impacto" (haja saco!!) até a casa dele.
Nesse meio tempo eu ainda ouvi inúmeras vezes a menina dizendo:
- Eu estou cansadaaaaaaa
- Eu quero ir no banheirooooo
- Nós vamos ficar andando a noite todaaaa???
(e ela não estava bêbada)
Passaram mais alguns minutos e nada de encontrar o carro. Conseguimos então convencer o Fulano de voltar no nosso carro. O Eltrano voltou para buscar o carro dele e, em teoria, deveríamos ficar onde estávamos que ele viria nos pegar.
Porém, como era de se esperar, logo depois que o Eltrano saiu, o Fulano levantou e saiu correndo/mancando mais uma vez. Fomos atrás dele (a amiga e eu) até que por sorte ele entrou numa rua e bingo!! La' estava o carro dele.
Como ele havia derrubado as chaves logo na saída do L'Idem, eu estava com elas e voltei dirigindo. E' claro que a historia não acaba aqui. No caminho para casa o Fulano resolveu abrir o vidro e colocar a metade do corpo para fora (dando tapas no para-brisa). A minha reação foi segurar na calça jeans dele e diminuir a velocidade. Essa cena se repetiu mais 2 vezes até chegarmos.
Ja' no portão do condomínio onde o Fulano mora começou a terceira parte da novela. Ele saiu do carro e disse que não iria deixar eu entrar dirigindo e repetindo "eu sou capaz!! eu sou um guerreiro". Tentei argumentar com ele, mas sem sucesso. Quando o Eltrano chegou ele disse "deixa", então sai do carro e o Fulano colocou o código para abrir o portão e entrou dirigindo no estacionamento (com direito a aceleradas e freadas bruscas).
Durante esse tempo todo o Eltrano e eu ainda ouvimos coisas do tipo "Odeio quando querem mandar em mim!! Eu sou capaz!!" e assim por diante.
Moral da história: você tenta ajudar o indivíduo e ainda acaba passando por ruim e muita raiva.
Nota: Porque eu aturei tudo isso? Simplesmente pelo fato de que se o Fulano sofresse um acidente ou algo do gênero, eu iria ter um peso na consciência enorme por saber que eu poderia ter tentado evitar.
Nota 2: Fulano e Eltrano - "F" e "E" são as primeiras letras do nome dos meus dois amigos. Resolvi manter o nome deles em sigilo, se bem que o Fulano merecia ter o nome divulgado depois de tudo que ele fez.
Nota 3: Encontrei o Fulano na tarde de sábado com o olho roxo e mancando. Parecia que ele havia levado um soco no rosto, mas foi do tombo dele mesmo.
Sexta-feria, 23:30 encontrei o Eltrano no caminho para a casa de uma amiga nossa. Quando entrei no carro o Eltrano ja' deu o prólogo da noite dizendo:
- Falei com o Fulano agora e ele ja' passou dos limites com o álcool. Hoje e não vai dar pra deixar ele dirigir.
Ligamos para o Fulano para avisar que havíamos chegado na frente do local do aniversário e ele foi para o "Le Ranch" no mesmo carro que nós.
O tal do "Le Ranch" é um lugar legalzinho, mas estava completamente vazio. Devia haver uns 5 casais, então entramos, olhamos e saímos. Decidimos ir até um outro barzinho chamado "L'Idem" no centro de Juan Les Pins. Dentro do carro o Fulano estava todo alvoroçado contando a mesma história repetidas vezes e falando alto (mais do que o de costume).
Estacionamos e sem mais nem menos o Fulado saiu correndo e parou no meio da rua trancando a passagem dos carros. Tiramos ele de la' a base de empurrões e entramos no L'Idem. Como um perfeito ilusionista o Fulado desaparecia do nosso lado e reaparecia com um copo de vinho de tempos em tempos. Saldo: empurrões nas pessoas ao redor, uma taça de vinho quebrada e muito, muito vinho derramado no chão.
Por volta das 2:00 am saímos do bar para ir pra casa e foi ali que as coisas mais bizarras da noite começaram a acontecer.
Na porta do estabelecimento, enquanto esperávamos (Fulano e eu) pelo Eltrano e a nossa amiga sairem, o Fulano veio com uma conversa muuuuiiito estranha e dizendo:
- Eu se que vc quer me beijar!
- O QUE??? TA' LOUCO??? VAI TOMAR NO ####!!!
Nesse momento o Eltrano e a nossa amiga sairam e ali começou o nosso calvário. Tentamos convencer o Fulano de ir pra casa no nosso carro, mas não teve jeito. Ele (literalmente) saiu correndo para procurar o carro dele.
O Eltrano e eu (dois bobos) fomos atrás, pq no estado que o Fulano estava não era nada prudente deixar ele dirigir. Ficamos revezando, um pouco o Eltrano e um pouco eu, tentando seguir o Fulano. Numa dessas disparadas o Fulano caiu, bateu a cabeça e esfolou as mãos. Felizmente não foi nada grave pq depois da queda ele levantou e saiu correndo/mancando mais uma vez.
O mais triste é que o Fulano não lembrava mais onde ele havia estacionado o carro. Andamos e corremos em circulo por uns 40 minutos e ele soltou outras pérolas do tipo:
- Eu sou o perigo aqui!
ou então
- Eu sou um guerreiro, vocês são todos fracos, vocês são perdedores
E assim foi com essas "frases de impacto" (haja saco!!) até a casa dele.
Nesse meio tempo eu ainda ouvi inúmeras vezes a menina dizendo:
- Eu estou cansadaaaaaaa
- Eu quero ir no banheirooooo
- Nós vamos ficar andando a noite todaaaa???
(e ela não estava bêbada)
Passaram mais alguns minutos e nada de encontrar o carro. Conseguimos então convencer o Fulano de voltar no nosso carro. O Eltrano voltou para buscar o carro dele e, em teoria, deveríamos ficar onde estávamos que ele viria nos pegar.
Porém, como era de se esperar, logo depois que o Eltrano saiu, o Fulano levantou e saiu correndo/mancando mais uma vez. Fomos atrás dele (a amiga e eu) até que por sorte ele entrou numa rua e bingo!! La' estava o carro dele.
Como ele havia derrubado as chaves logo na saída do L'Idem, eu estava com elas e voltei dirigindo. E' claro que a historia não acaba aqui. No caminho para casa o Fulano resolveu abrir o vidro e colocar a metade do corpo para fora (dando tapas no para-brisa). A minha reação foi segurar na calça jeans dele e diminuir a velocidade. Essa cena se repetiu mais 2 vezes até chegarmos.
Ja' no portão do condomínio onde o Fulano mora começou a terceira parte da novela. Ele saiu do carro e disse que não iria deixar eu entrar dirigindo e repetindo "eu sou capaz!! eu sou um guerreiro". Tentei argumentar com ele, mas sem sucesso. Quando o Eltrano chegou ele disse "deixa", então sai do carro e o Fulano colocou o código para abrir o portão e entrou dirigindo no estacionamento (com direito a aceleradas e freadas bruscas).
Durante esse tempo todo o Eltrano e eu ainda ouvimos coisas do tipo "Odeio quando querem mandar em mim!! Eu sou capaz!!" e assim por diante.
Moral da história: você tenta ajudar o indivíduo e ainda acaba passando por ruim e muita raiva.
Nota: Porque eu aturei tudo isso? Simplesmente pelo fato de que se o Fulano sofresse um acidente ou algo do gênero, eu iria ter um peso na consciência enorme por saber que eu poderia ter tentado evitar.
Nota 2: Fulano e Eltrano - "F" e "E" são as primeiras letras do nome dos meus dois amigos. Resolvi manter o nome deles em sigilo, se bem que o Fulano merecia ter o nome divulgado depois de tudo que ele fez.
Nota 3: Encontrei o Fulano na tarde de sábado com o olho roxo e mancando. Parecia que ele havia levado um soco no rosto, mas foi do tombo dele mesmo.
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soh comigo mesmo
quinta-feira, maio 21, 2009
Indo pro inferno e voltando (com vida)
No post Pé frio? não, é soh impressão sua... eu comentei sobre os problemas de ir até a "Prefecture de Nice", uma verdadeira amostra grátis do inferno. Pois bem, o fato é que mais uma vez eu tive que enfrentar a maratona pra poder renovar o meu visto "Titre de Séjour".
A diferença é que dessa vez estava tudo certo. Liguei no departamento que atende exclusivamente pesquisadores (chique!!) e marquei um horário: quarta-feira, 20 de maio de 2009 as 09:00 am. Depois disso emiti uma "ordre de mission" que autoriza a minha saída da empresa para lidar com esses assuntos e reservei o carro da empresa (das 07:00 am até as 13:00). Tudo seria bem mais facil, certo?
Errado!!!
Ontem eu fui o primeiro a chegar na empresa (07:15), mas como eu sabia onde os documentos e a chave do carro ficam, nem me preocupei. Ja' na minha sala, liguei o computador, apaguei um meio-incêndio e então fui em busca das coisas necessárias para ira a Nice. Para a minha surpresa, a chave e os documentos do carro não estavam la'. Voltei pra minha sala e esperei até a pessoa responsável pela parte da logística chegar. Quando o tiozinho chegou, ele me disse alguém havia saído com o carro no dia anterior e não havia retornado ainda. Tentamos ligar para o celular do individuo, mas nada... so' caixa postal. Nessa hora eu ja' estava P da vida, mas não tinha o que fazer senão esperar.
Por volta das 8:45 o tal carinha que havia saído com o carro chegou. Peguei as chaves e os documentos e me encaminhei pra Nice. Normalmente o trajeto Sophia Antipolis - Nice leva uns 25 ou 30 min. Ainda de dentro da garagem liguei para a "Prefecture" e falei com a pessoa que iria me atender. Expliquei pra ela que havia ocorrido um pequeno imprevisto e perguntei se havia algum problema de chegar atrasado. Felizmente tudo estava bem, era so' chegar, ir na recepção e pedir pra falar com ela (um problema a menos).
Como se não bastasse o atraso na saída, logo depois do pedágio de Antibes (inicio do caminho) a estrada estava toda parada. Era um congestionamento gigante (so' pra ter noção a auto-estrada tem 3 pistas e todas estavam paradas). Foram necessários 20 minutos para eu poder sair do lugar, mas mesmo assim o trânsito continuou caótico, oscilando entre 10 Km/h e 90 Km/h isso sem contar os motoqueiros-mágicos aparecendo de lugares improváveis.
Na entrada de Nice ainda havia um acidente. Depois de mais uns 5 minutos parado no trânsito consegui chegar ao lado da "Prefecture". Fase 1: chegar a Nice - OK, então começou a Fase 2, achar lugar pra estacionar. Ao lado da prefeitura tem um estacionamento de 4 andares, mas como eu cheguei meio tarde o estacionamento estava lotado. Havia então apenas 2 alternativas: 1 - Aplicar a "arte de estacionar" (consiste em você colocar o carro em locais humanamente impossíveis e as vezes desafiar as leis da fisica) ou 2 - Esperar, como outros veículos ja' faziam, alguém sair do estacionamento para que eu pudesse entrar. Acabei escolhendo a opção 2, até pq do jeito como eu sou sortudo, se eu aplicar os ensinamentos da "arte de estacionar", eu provavelmente terei que pagar uma multa de trânsito. Resultado: foram mais 10 minutos esperando na fila pra entrar no estacionamento e outros 15 minutos pra encontrar uma vaga.
Veio então a Fase 3: burocracia. Enfrentei outra fila para chegar na recepção (mais ou menos outros 15 minutos). Depois de alguns telefonemas, me mandaram esperar do lado de uma portinha. Mais alguns minutes até que uma senhora apareceu, chamou o meu nome, pegou os papeis, pediu para eu aguardar sentado (mal sinal) e desapareceu porta adentro.
Enquanto eu esperava sentou do meu lado esquerdo uma senhora com uma criança de colo e do outro lado um casal com uma criancinha de 3 ou 4 anos. Eu gosto de criança, mas naquela altura do campeonato, um neném de colo chorando na direita e uma espoleta que chutava tudo e todos ao seu redor, ja' estavam me tirando do meu estado "Zen". Obviamente que não poderia acontecer so' isso... a mãe do neném ainda teve que trocar a fralda da criaturinha e, como se pode imaginar, o odor não foi dos melhores.
Decidi levantar e esperar em pé longe daqueles "anjos". Outros 25 minutos de espera até a senhora voltar com alguns papéis pra eu assinar. De "brinde" ainda ganhei um visto provisório (três meses) até que o meu "Titre de Séjour" esteja pronto. Em menos de 90 dias (em teoria) eles vão mandar uma carta com o endereço do local onde eu devo retirar a o "Titre de Séjour" novo (provavelmente em Nice).
Pra fechar a odisséia com chave de outro (ainda não acabou) eu não encontrei a saída para a auto-estrada e voltei por dentro das cidades. Isso acabou me custando outros 40 minutos de trânsito, motoristas barbeiros e gente meio estressada. Pelo menos as músicas que tocavam no rádio eram boas...
A diferença é que dessa vez estava tudo certo. Liguei no departamento que atende exclusivamente pesquisadores (chique!!) e marquei um horário: quarta-feira, 20 de maio de 2009 as 09:00 am. Depois disso emiti uma "ordre de mission" que autoriza a minha saída da empresa para lidar com esses assuntos e reservei o carro da empresa (das 07:00 am até as 13:00). Tudo seria bem mais facil, certo?
Errado!!!
Ontem eu fui o primeiro a chegar na empresa (07:15), mas como eu sabia onde os documentos e a chave do carro ficam, nem me preocupei. Ja' na minha sala, liguei o computador, apaguei um meio-incêndio e então fui em busca das coisas necessárias para ira a Nice. Para a minha surpresa, a chave e os documentos do carro não estavam la'. Voltei pra minha sala e esperei até a pessoa responsável pela parte da logística chegar. Quando o tiozinho chegou, ele me disse alguém havia saído com o carro no dia anterior e não havia retornado ainda. Tentamos ligar para o celular do individuo, mas nada... so' caixa postal. Nessa hora eu ja' estava P da vida, mas não tinha o que fazer senão esperar.
Por volta das 8:45 o tal carinha que havia saído com o carro chegou. Peguei as chaves e os documentos e me encaminhei pra Nice. Normalmente o trajeto Sophia Antipolis - Nice leva uns 25 ou 30 min. Ainda de dentro da garagem liguei para a "Prefecture" e falei com a pessoa que iria me atender. Expliquei pra ela que havia ocorrido um pequeno imprevisto e perguntei se havia algum problema de chegar atrasado. Felizmente tudo estava bem, era so' chegar, ir na recepção e pedir pra falar com ela (um problema a menos).
Como se não bastasse o atraso na saída, logo depois do pedágio de Antibes (inicio do caminho) a estrada estava toda parada. Era um congestionamento gigante (so' pra ter noção a auto-estrada tem 3 pistas e todas estavam paradas). Foram necessários 20 minutos para eu poder sair do lugar, mas mesmo assim o trânsito continuou caótico, oscilando entre 10 Km/h e 90 Km/h isso sem contar os motoqueiros-mágicos aparecendo de lugares improváveis.
Na entrada de Nice ainda havia um acidente. Depois de mais uns 5 minutos parado no trânsito consegui chegar ao lado da "Prefecture". Fase 1: chegar a Nice - OK, então começou a Fase 2, achar lugar pra estacionar. Ao lado da prefeitura tem um estacionamento de 4 andares, mas como eu cheguei meio tarde o estacionamento estava lotado. Havia então apenas 2 alternativas: 1 - Aplicar a "arte de estacionar" (consiste em você colocar o carro em locais humanamente impossíveis e as vezes desafiar as leis da fisica) ou 2 - Esperar, como outros veículos ja' faziam, alguém sair do estacionamento para que eu pudesse entrar. Acabei escolhendo a opção 2, até pq do jeito como eu sou sortudo, se eu aplicar os ensinamentos da "arte de estacionar", eu provavelmente terei que pagar uma multa de trânsito. Resultado: foram mais 10 minutos esperando na fila pra entrar no estacionamento e outros 15 minutos pra encontrar uma vaga.
Veio então a Fase 3: burocracia. Enfrentei outra fila para chegar na recepção (mais ou menos outros 15 minutos). Depois de alguns telefonemas, me mandaram esperar do lado de uma portinha. Mais alguns minutes até que uma senhora apareceu, chamou o meu nome, pegou os papeis, pediu para eu aguardar sentado (mal sinal) e desapareceu porta adentro.
Enquanto eu esperava sentou do meu lado esquerdo uma senhora com uma criança de colo e do outro lado um casal com uma criancinha de 3 ou 4 anos. Eu gosto de criança, mas naquela altura do campeonato, um neném de colo chorando na direita e uma espoleta que chutava tudo e todos ao seu redor, ja' estavam me tirando do meu estado "Zen". Obviamente que não poderia acontecer so' isso... a mãe do neném ainda teve que trocar a fralda da criaturinha e, como se pode imaginar, o odor não foi dos melhores.
Decidi levantar e esperar em pé longe daqueles "anjos". Outros 25 minutos de espera até a senhora voltar com alguns papéis pra eu assinar. De "brinde" ainda ganhei um visto provisório (três meses) até que o meu "Titre de Séjour" esteja pronto. Em menos de 90 dias (em teoria) eles vão mandar uma carta com o endereço do local onde eu devo retirar a o "Titre de Séjour" novo (provavelmente em Nice).
Pra fechar a odisséia com chave de outro (ainda não acabou) eu não encontrei a saída para a auto-estrada e voltei por dentro das cidades. Isso acabou me custando outros 40 minutos de trânsito, motoristas barbeiros e gente meio estressada. Pelo menos as músicas que tocavam no rádio eram boas...
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