Na quinta-feira dois amigos e eu marcamos de que na sexta iríamos num bar chamado "Le Ranch". Segundo o Fulano o local era muito legal, de frente para o mar e bem animado. Eltrano e eu dissemos: OK, vamos la'. O Fulano disse que ele tinha um aniversário para ir antes, mas que por volta das 23:00 h ele estaria livre.
Sexta-feria, 23:30 encontrei o Eltrano no caminho para a casa de uma amiga nossa. Quando entrei no carro o Eltrano ja' deu o prólogo da noite dizendo:
- Falei com o Fulano agora e ele ja' passou dos limites com o álcool. Hoje e não vai dar pra deixar ele dirigir.
Ligamos para o Fulano para avisar que havíamos chegado na frente do local do aniversário e ele foi para o "Le Ranch" no mesmo carro que nós.
O tal do "Le Ranch" é um lugar legalzinho, mas estava completamente vazio. Devia haver uns 5 casais, então entramos, olhamos e saímos. Decidimos ir até um outro barzinho chamado "L'Idem" no centro de Juan Les Pins. Dentro do carro o Fulano estava todo alvoroçado contando a mesma história repetidas vezes e falando alto (mais do que o de costume).
Estacionamos e sem mais nem menos o Fulado saiu correndo e parou no meio da rua trancando a passagem dos carros. Tiramos ele de la' a base de empurrões e entramos no L'Idem. Como um perfeito ilusionista o Fulado desaparecia do nosso lado e reaparecia com um copo de vinho de tempos em tempos. Saldo: empurrões nas pessoas ao redor, uma taça de vinho quebrada e muito, muito vinho derramado no chão.
Por volta das 2:00 am saímos do bar para ir pra casa e foi ali que as coisas mais bizarras da noite começaram a acontecer.
Na porta do estabelecimento, enquanto esperávamos (Fulano e eu) pelo Eltrano e a nossa amiga sairem, o Fulano veio com uma conversa muuuuiiito estranha e dizendo:
- Eu se que vc quer me beijar!
- O QUE??? TA' LOUCO??? VAI TOMAR NO ####!!!
Nesse momento o Eltrano e a nossa amiga sairam e ali começou o nosso calvário. Tentamos convencer o Fulano de ir pra casa no nosso carro, mas não teve jeito. Ele (literalmente) saiu correndo para procurar o carro dele.
O Eltrano e eu (dois bobos) fomos atrás, pq no estado que o Fulano estava não era nada prudente deixar ele dirigir. Ficamos revezando, um pouco o Eltrano e um pouco eu, tentando seguir o Fulano. Numa dessas disparadas o Fulano caiu, bateu a cabeça e esfolou as mãos. Felizmente não foi nada grave pq depois da queda ele levantou e saiu correndo/mancando mais uma vez.
O mais triste é que o Fulano não lembrava mais onde ele havia estacionado o carro. Andamos e corremos em circulo por uns 40 minutos e ele soltou outras pérolas do tipo:
- Eu sou o perigo aqui!
ou então
- Eu sou um guerreiro, vocês são todos fracos, vocês são perdedores
E assim foi com essas "frases de impacto" (haja saco!!) até a casa dele.
Nesse meio tempo eu ainda ouvi inúmeras vezes a menina dizendo:
- Eu estou cansadaaaaaaa
- Eu quero ir no banheirooooo
- Nós vamos ficar andando a noite todaaaa???
(e ela não estava bêbada)
Passaram mais alguns minutos e nada de encontrar o carro. Conseguimos então convencer o Fulano de voltar no nosso carro. O Eltrano voltou para buscar o carro dele e, em teoria, deveríamos ficar onde estávamos que ele viria nos pegar.
Porém, como era de se esperar, logo depois que o Eltrano saiu, o Fulano levantou e saiu correndo/mancando mais uma vez. Fomos atrás dele (a amiga e eu) até que por sorte ele entrou numa rua e bingo!! La' estava o carro dele.
Como ele havia derrubado as chaves logo na saída do L'Idem, eu estava com elas e voltei dirigindo. E' claro que a historia não acaba aqui. No caminho para casa o Fulano resolveu abrir o vidro e colocar a metade do corpo para fora (dando tapas no para-brisa). A minha reação foi segurar na calça jeans dele e diminuir a velocidade. Essa cena se repetiu mais 2 vezes até chegarmos.
Ja' no portão do condomínio onde o Fulano mora começou a terceira parte da novela. Ele saiu do carro e disse que não iria deixar eu entrar dirigindo e repetindo "eu sou capaz!! eu sou um guerreiro". Tentei argumentar com ele, mas sem sucesso. Quando o Eltrano chegou ele disse "deixa", então sai do carro e o Fulano colocou o código para abrir o portão e entrou dirigindo no estacionamento (com direito a aceleradas e freadas bruscas).
Durante esse tempo todo o Eltrano e eu ainda ouvimos coisas do tipo "Odeio quando querem mandar em mim!! Eu sou capaz!!" e assim por diante.
Moral da história: você tenta ajudar o indivíduo e ainda acaba passando por ruim e muita raiva.
Nota: Porque eu aturei tudo isso? Simplesmente pelo fato de que se o Fulano sofresse um acidente ou algo do gênero, eu iria ter um peso na consciência enorme por saber que eu poderia ter tentado evitar.
Nota 2: Fulano e Eltrano - "F" e "E" são as primeiras letras do nome dos meus dois amigos. Resolvi manter o nome deles em sigilo, se bem que o Fulano merecia ter o nome divulgado depois de tudo que ele fez.
Nota 3: Encontrei o Fulano na tarde de sábado com o olho roxo e mancando. Parecia que ele havia levado um soco no rosto, mas foi do tombo dele mesmo.
Mostrando postagens com marcador bêbado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bêbado. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, junho 01, 2009
Assinar:
Postagens (Atom)