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terça-feira, novembro 10, 2009

Vivendo e aprendendo!


Semana passada uns amigos e eu recebemos um convite (via facebook) para ir em uma festa de Halloween de uma escola de comércio de Nice. A coisa ja' começou errada quando decidiram fazer uma festa de Halloween 10 dias atrasado, mas tudo bem. Pelo menos pra isso tem uma explicação plausível. No fim de semana original do halloween (31/10), foi recesso escolar na França, então muitos estudantes estavam viajado e isso justifica esse pequeno "ajuste".

OK, refletimos e achamos q poderia ser uma boa idéia, além do mais, conheceríamos pessoas novas e tal. No dia em que decidimos ir na tal festa o meu sentido-de-aranha-manca estava dormindo, pois nem se quer um sinal de encrenca ele emitiu.

Chegada a fatídica noite passada, fomos dois amigos e eu pra tal festa. Eu fui fantasiado como "O senhor dos calabouços", outro amigo como "Scream" (do filme Pânico) e o terceiro como Napoleão Bonaparte.

Chegamos em Nice e deixamos o carro no estacionamento. Para chegar até a festa foi preciso andar uns 15 minutos e ali começaram os problemas. Por onde passávamos (ja' vestidos a caráter - obvio) as pessoas faziam comentários dos mais variados, como "oooolhaaaaa", ou "Halloween ja' passou", "vocês estão alguns dias atrasados" e assim por diante.

Passada a fase de exposição publica, chegamos no ambiente onde em teoria estaríamos entre pessoas como nós (ridículos mas iguais - maldito senso de comunidade!!!). Pena que isso não foi verdade.

Na porta eu tive a minha primeira decepção. O segurança não deixo eu entrar com o "gadanho" (aquela foice grande que a morte carrega). Tentei argumentar com ele, mas o meu esforço não surtiu efeito. Para a nossa surpresa, ao entrarmos no bar menos de 20% das pessoas que estavam la' estavam vestidas a caráter. Pra piorar, algumas pessoas la' nem sabiam que aquela era uma festa de halloween. A prova viva disso foi um casal que veio conversar com o Napoleão e perguntou:

- O que você faz aqui? trabalha? estuda?
- Eu trabalho em Sophia Antipolis.
- ahhhh
- é... Sophia Antipolis.
- hummm eu achei que você trabalhava no Hotel Negresco (o hotel mais famoso de Nice)

é sério... confundiram o Napoleão Bonaparte com um porteiro de hotel (que fase!!)

Ficamos mais um tempo na festa e chegamos a conclusão de que o ambiente não era dos mais favoráveis mesmo. Além de ser um espaço pequeno, a maioria das pessoas estava bêbada. Isso sem contar que nós três tivemos a impressão de estar num ambiente GLS (que fase - amostra grátis do inferno). Então resolvemos acabar a bebida e voltar pra casa. Enquanto saiamos no meio de uma multidão que nos olhava com uma cara do tipo: "o que esses otários estão fazendo aqui", ouvimos alguém dizendo:

"olha o cara ali fantasiado de Michael Jackson" apontando para o Napoleão.

Na saída recuperei o gadanho e fomos em direção ao estacionamento. Nos 15 minutos que se passaram nós fomos discutindo como alguém poderia ter confundido o Napoleão com um porteiro de hotel e com o Michael Jackson. Para a nossa surpresa, ao passar por um grupo de três pessoas alguém apontou para o Napoleão gritou:
"spiiiiiiderman!!!!"

Spiderman?!? Que porra é essa??? Fomos rindo daquele ponto em diante até o carro.

Com base nessa nossa aventura, podemos tirar algumas conclusões:
1 - Não crie expectativas para as festas como essa
2 - So' desocupados / estudantes / pessoas muito empolgadas (nós nos incluímos na terceira opção) saem para um festa na segunda-feira a noite
3 - Não va' a nenhum halloween fora de época
4 - Uma parcela do povo francês não tem a menor idéia de quem foi Napoleão Bonaparte

quarta-feira, outubro 28, 2009

Modo Pedreiro: ATIVAR!!

Todos os homens tem um momento "pedreiro" na vida. Pra alguns dura uma vida toda, para outros apenas uma fração de segundos que é quando ele liga o fod@-se e sai fazendo e/ou dizendo besteira.

Eis que certo dia estávamos quatro amigos na busca por um restaurante. A coisa ja' começou errada quando o critério para escolher o restaurante não foi o menu, mas a quantidade de mulheres que estavam nos restaurantes. Alguém do grupo falou assim:
"- Pô, se é pra comer em algum lugar, pelo menos vamos comer onde nós podemos olhar umas meninas bonitas" (que fase!)

Depois de um tempo encontramos um restaurante que parecia ser rasoável. Sentamos na parte de dentro pq não queríamos sentir o cheiro de cigarro que vinha das pessoas que estavam jantando e fumando nas mesas ao lado de fora.

Por um acaso do destino, fomos colocados numa mesa perto da porta de vidro e do outro lado haviam 4 meninas, todas elas, digamos, bem apessoadas. Uma, em especial, era muito bonita. Como era de se esperar, o assunto durante o jantar variou entre coisas de nerd e as nossas "vizinhas".

Fizemos o pedido, comemos, mas mesmo assim em alguns momentos a atenção era voltada para as meninas. Chegou um momento que um dos 4 disse que algo precisava ser feito. Acabou sobrando pro Ciclano, pois ele estava mais perto delas. Então ele falou:

"- se eu tivesse uma caneta, eu escreveria um recado no guardanapo pra elas."

Sem nem ao menos pensar, eu chamei o garçom e peguei uma caneta emprestada. Se não me falha a memória, o bilhete foi algo assim:

"Hi, do you want to go dance salsa this evening? :-)"

Então o Cliclano bateu no vidro, elas olharam e ele mostrou o guardanapo.
A menina ficou meio sem jeito, mas logo em seguida balançou a cabeça fazendo o sinal de não. Então o Cliclano escreveu do outro lado do guardanapo:

"Why not? La Bodeguita!"
(La Bodeguita é um bar de salsa em Nice)

Mais uma vez Cliclano bateu no vidro e mostrou o guardanapo.
Elas riram, falaram alguma coisa entre elas (que a minha habilidade em leitura labial combinada com o meu conhecimento na língua francesa não foram suficientes pra entender) e responderam que não balançando a cabeça.

"Pedreiragens" a parte, as meninas sairam do restaurante sorrindo :-)

quarta-feira, junho 10, 2009

Parabéns pra você!!!

Hoje 10/06/2009 completa um ano (ja'?!?) que eu cheguei na França. O saldo desses 12 meses na famosa Côte d'Azur foi:

Pela primeira vez "pratiquei" Ski Aquatico, tive meu primeiro treinamento contra incêndio, vi um Audi R8 e um vette "ao vivo", conheci Mônaco e Monte Carlo (Monte Carlo não é a cidadezinha do lado de Fraiburgo não), Nice, morei por algum tempo na charmosa cidade de Valbonne e mudei para Antibes.

Nesse meio tempo eu coloquei o meu para-raio-de-loucos em para funcionar a todo vapor, mas por uma infelicidade do destino eu fui atropelado o que rendeu uma história de vários capítulos que ainda não acabou (com direito um osso quebrado). No meu trajeto casa-trabalho eu peguei ônibus errado e alguns dias de chuva (parte 1 e parte 2). Refleti sobre a minha vida e me questionei sobre o meu objetivo aqui. Descobri que por aqui também tem incompetência, enfrentei toda a burocracia francesa pra renovar o visto além de encarar os dias de greve com toda bravura

Numa fase mais "turística" eu consegui ir a Paris (e voltar no mesmo dia) , mas para compensar eu fui num carnaval completamente diferente de todos que eu havia visto na minha vida e passei pela famosa Fêste du Citron, mas claro, com emoção. Também fui ao Festival Internacional de Cannes pra passar vergonha porque não sabia o nome de nenhum artista.

Pratiquei esportes radicais mesmo sem saber do perigo que eu corria e outros e não tão radicais assim. Em alguns momentos eu senti na pele toda a sutileza francesa, mas foi um caso isolado e isso não reflete nem um pouco a cultura do país. Aqui eu também joguei Rock Band pela primeira vez, viciei e isso rendeu uma boa aventura ao comprar um Xbox 360 (parte 1, parte 2, e parte final).

Todas essas histórias (verídicas, é claro) acabaram rendendo dois selos no blog (1 e 2) e que me deixaram muito feliz, mas talvez o mais importante foi eu ter encontrado bons amigos, apesar de algumas vezes ganhar um presente de grego.

Infortúnios a parte eu confesso que esse ano foi, no mínimo, interessante.

quinta-feira, maio 21, 2009

Indo pro inferno e voltando (com vida)

No post Pé frio? não, é soh impressão sua... eu comentei sobre os problemas de ir até a "Prefecture de Nice", uma verdadeira amostra grátis do inferno. Pois bem, o fato é que mais uma vez eu tive que enfrentar a maratona pra poder renovar o meu visto "Titre de Séjour".

A diferença é que dessa vez estava tudo certo. Liguei no departamento que atende exclusivamente pesquisadores (chique!!) e marquei um horário: quarta-feira, 20 de maio de 2009 as 09:00 am. Depois disso emiti uma "ordre de mission" que autoriza a minha saída da empresa para lidar com esses assuntos e reservei o carro da empresa (das 07:00 am até as 13:00). Tudo seria bem mais facil, certo?

Errado!!!

Ontem eu fui o primeiro a chegar na empresa (07:15), mas como eu sabia onde os documentos e a chave do carro ficam, nem me preocupei. Ja' na minha sala, liguei o computador, apaguei um meio-incêndio e então fui em busca das coisas necessárias para ira a Nice. Para a minha surpresa, a chave e os documentos do carro não estavam la'. Voltei pra minha sala e esperei até a pessoa responsável pela parte da logística chegar. Quando o tiozinho chegou, ele me disse alguém havia saído com o carro no dia anterior e não havia retornado ainda. Tentamos ligar para o celular do individuo, mas nada... so' caixa postal. Nessa hora eu ja' estava P da vida, mas não tinha o que fazer senão esperar.

Por volta das 8:45 o tal carinha que havia saído com o carro chegou. Peguei as chaves e os documentos e me encaminhei pra Nice. Normalmente o trajeto Sophia Antipolis - Nice leva uns 25 ou 30 min. Ainda de dentro da garagem liguei para a "Prefecture" e falei com a pessoa que iria me atender. Expliquei pra ela que havia ocorrido um pequeno imprevisto e perguntei se havia algum problema de chegar atrasado. Felizmente tudo estava bem, era so' chegar, ir na recepção e pedir pra falar com ela (um problema a menos).

Como se não bastasse o atraso na saída, logo depois do pedágio de Antibes (inicio do caminho) a estrada estava toda parada. Era um congestionamento gigante (so' pra ter noção a auto-estrada tem 3 pistas e todas estavam paradas). Foram necessários 20 minutos para eu poder sair do lugar, mas mesmo assim o trânsito continuou caótico, oscilando entre 10 Km/h e 90 Km/h isso sem contar os motoqueiros-mágicos aparecendo de lugares improváveis.

Na entrada de Nice ainda havia um acidente. Depois de mais uns 5 minutos parado no trânsito consegui chegar ao lado da "Prefecture". Fase 1: chegar a Nice - OK, então começou a Fase 2, achar lugar pra estacionar. Ao lado da prefeitura tem um estacionamento de 4 andares, mas como eu cheguei meio tarde o estacionamento estava lotado. Havia então apenas 2 alternativas: 1 - Aplicar a "arte de estacionar" (consiste em você colocar o carro em locais humanamente impossíveis e as vezes desafiar as leis da fisica) ou 2 - Esperar, como outros veículos ja' faziam, alguém sair do estacionamento para que eu pudesse entrar. Acabei escolhendo a opção 2, até pq do jeito como eu sou sortudo, se eu aplicar os ensinamentos da "arte de estacionar", eu provavelmente terei que pagar uma multa de trânsito. Resultado: foram mais 10 minutos esperando na fila pra entrar no estacionamento e outros 15 minutos pra encontrar uma vaga.

Veio então a Fase 3: burocracia. Enfrentei outra fila para chegar na recepção (mais ou menos outros 15 minutos). Depois de alguns telefonemas, me mandaram esperar do lado de uma portinha. Mais alguns minutes até que uma senhora apareceu, chamou o meu nome, pegou os papeis, pediu para eu aguardar sentado (mal sinal) e desapareceu porta adentro.

Enquanto eu esperava sentou do meu lado esquerdo uma senhora com uma criança de colo e do outro lado um casal com uma criancinha de 3 ou 4 anos. Eu gosto de criança, mas naquela altura do campeonato, um neném de colo chorando na direita e uma espoleta que chutava tudo e todos ao seu redor, ja' estavam me tirando do meu estado "Zen". Obviamente que não poderia acontecer so' isso... a mãe do neném ainda teve que trocar a fralda da criaturinha e, como se pode imaginar, o odor não foi dos melhores.

Decidi levantar e esperar em pé longe daqueles "anjos". Outros 25 minutos de espera até a senhora voltar com alguns papéis pra eu assinar. De "brinde" ainda ganhei um visto provisório (três meses) até que o meu "Titre de Séjour" esteja pronto. Em menos de 90 dias (em teoria) eles vão mandar uma carta com o endereço do local onde eu devo retirar a o "Titre de Séjour" novo (provavelmente em Nice).

Pra fechar a odisséia com chave de outro (ainda não acabou) eu não encontrei a saída para a auto-estrada e voltei por dentro das cidades. Isso acabou me custando outros 40 minutos de trânsito, motoristas barbeiros e gente meio estressada. Pelo menos as músicas que tocavam no rádio eram boas...

domingo, janeiro 25, 2009

Pé frio? não, é soh impressão sua...

1 - Sabadão amanheceu chovendo. A noitinha fui assistir um jogo de basquete da segunda divisão do campeonato francês. A partida era entre Antibes e Stade Clermontois. Obviamente eu torci para o time da casa que, por sinal, perdeu no final do jogo. Antibes 62 x 68 Stade Clermontois.

Depois do jogo, resolvi passar num pub que tem no centro da cidade, mas pra minha surpresa tinha um DJ "tocando" lah. Na hora eu até lembrei do "DJ não toca nada". Resultado: voltei pra casa.

2 - Domingo, fui até o centro mais uma vez. O objetivo era ir na Catedral de Antibes. Teve uma missa com um quarteto de vozes de musica sacra ortodoxa. Muito legal, mas eu não pude ver. Dois motivos: 1 - precisava comprar ingressos antecipadamente; 2 - os ingressos custavam 20 €.

Resolvi então ir até perto da praia. Por mais que eu tente eu ainda não consigo me acostumar de ver gente de sobretudo, calça jeans e sapato na praia. Obviamente ninguém estava na agua pq estah frio, mas esse negocio de sair todo "arrumado" pra ir pra praia ainda é um choque cultural pra mim.

Eis que o meu para-raio-de-loucos voltou a funcionar. Então lah estava eu, de longe olhando pra praia quando uma mulher se aproximou e pediu se eu tinha dois minutos pra ela. Uma breve descrição da figura: ela usava um par de tênis, meia-calça preta, um calção, algo que eu não sei o que é da cintura pra cima e uma jaqueta vermelha. Antes que eu pudesse dizer "hã??" ela começou a dizer que estava preocupada com as crianças de Antibes. Segundo ela, as crianças tem medo dela (porque serah?!?) e que elas não são felizes, depois disso ela virou e saiu andando. Dai eu fiquei pensado," o que diabos acabou de acontecer??"

3 - Aqui na França toda vez que você muda de endereço, é necessário fazer uma atualização na prefeitura de Nice (na minha carteira de identidade tem o meu endereço). Assim, a minha peregrinação começou cedo. Peguei o ônibus Antibes-Nice as 7:15. Cheguei em Nice as 8:05. Depois de uns 30 minutos caminhando, finalmente encontrei o ponto de ônibus que eu procurava (o detalhe é que esse ponto de ônibus não fica no terminal central, mas sim 3 ruas atrás do terminal). Obviamente eu pedi informação, mas a pessoa com quem eu conversei na primeira vez me mandou para a direção contraria. Passados mais 35 minutos, finalmente cheguei na prefeitura. Fila, guichê, documentos, mais 30 minutos de espera e o endereço foi atualizado. Minha carteira de identidade francesa ganhou uma etiqueta de papel com o endereço novo. Mais 35 minutos de ônibus, outros 5 de caminhada (dessa vez eu jah conhecia o caminho) e cheguei no terminal central. 15 minutos de espera e peguei outro ônibus pra ir trabalhar. Cheguei no trabalho ao meio-dia. Ahhh um detalhe que eu estava esquecendo... eu fiz tudo isso a uma temperatura de 5°C, com chuva e vento (pelo menos eu tinha um guarda-chuva).

domingo, agosto 24, 2008

Fotos de hoje


Na cidade de Nice

Place Masséna



Biblioteca de Nice


Vista da Promenade des Anglais

quarta-feira, agosto 06, 2008

Foto da cidade de Nice




Essa foto foi feita com a união de 3 fotos.

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