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sexta-feira, outubro 08, 2010

Orgulho de ser Brasileiro (?)

Acabei de voltar do cinema onde fui ver o filme Tropa de Elite 2. Talvez algumas das palavras aqui escritas sejam movidas por algumas das (muitas) mensagens deixadas pelo longa metragem e um pouco carregadas.

Apesar do que foi exposto na película ser uma obra de ficção, na minha modesta opinião, ela expõe um lado vil, podre e sem nenhum escrúpulo da nossa sociedade. Como a coisa toda ficou retratada, o problema não está apenas nas camadas mais baixas, mas sim em todos os níveis e envolvendo todos os setores da sociedade.

Sim, é apenas um filme, mas devemos parar e refletir sobre isso fazendo uma auto-crítica. Não importa qual é o governo, qual é partido político, o que importa é como agimos perante as situações. Aquilo que está nas telas do cinema hoje provavelmente terá uma repercussão grande, pessoas vão bradar a sua indignação (assim como eu aqui) aos quatro ventos, porém logo tudo será esquecido. Na prática nada mudará, infelizmente.

Não sei ao certo dizer o que eu realmente sinto, talvez isso tudo seja uma mistura de tristeza, vergonha, indignação, impotência... só sei que somos um povo fraco e sem moral. Achamos bonito condenar os políticos corruptos (alguém lembra em quem votou no último domingo?) mas somos os primeiros a nos vangloriar por ter “colado” numa prova, levado vantagem no troco do supermercado ou ter conseguido sonegar algum imposto.

O que importa é que enquanto continuamos agindo de uma forma medíocre, sempre pensando nos próprios interesses, podem filmar outros “Tropa de Elite” e nós continuaremos atolados nesse lamaçal fétido.

sexta-feira, setembro 10, 2010

Ten years on the road!

Amanhã, 11 de setembro de 2010 irão completar dez anos que eu desgarrei da saia da mamãe e do conforto de morar na casa dos meus pais.

Dez anos atrás eu embarcava num ônibus de Videira pra Floripa. Medos, esperança, incertezas e alguns outros sentimentos menos nobres que estão mais ligados à fisiologia humana. Três dias mais tarde eu havia voltado pra casa com a desculpa das mais esfarrapadas, mas na verdade era saudade pura.

Nossa... dez anos passaram rápido, muito rápido. As vezes é até difícil lembrar de tudo o que aconteceu, mas acho que o saldo foi positivo e bem variado. Fiz cinco grandes mudanças (duas vezes pra fora do Brasil), mordi a língua uma infinidade de vezes, conheci lugares e encantadores, culturas intrigantes, pessoas simpáticas e prestativas, outras pessoas nem tanto mas faz parte. Acho que não fiz tantos amigos assim, mas aqueles que eu fiz são verdadeiros e são pessoas nas quais eu posso confiar.

Enfim, vamos celebrar esses dez anos e aguardar os próximos dez porque a coisa só tende a melhorar :-)

terça-feira, maio 18, 2010

E quem “paguei” a conta??

Dia 17/05 foi feriado em Santa Maria (RS) e eu aproveitei pra ir pra casa visitar a família. Em todas as semanas eu cumpro as minhas 40 horas até na quinta-feira e, além disso, eu tenho trabalhado todas as sextas. Assim, resolvi “matar” a minha quinta-feira (13/05) e viajar nesse dia. Dessa forma eu pude aproveitar o máximo, até porque a viagem só de ida leva um pouco mais de oito horas.

Quinta-feira, 13 de maio, levantei cedo (03:40) e as 4:10 eu já estava saindo da garagem do prédio. O primeiro sinal de que algo estava errado foi dado no semáforo... melhor dizendo, nos semáforos. Da minha casa até a saída da cidade são aproximadamente oito deles. Com toda a certeza sete estavam fechados, mas mesmo assim não me aborreci e continuei a viagem.

A viagem rendia bem. Não havia trânsito (também nessa hora?! Quem é louco de sair pra viajar tão cedo??), o céu estava estrelado e o asfalto relativamente bom. Nada lembrava os sinais vermelhos, até chegar perto da cidade de Cruz Alta. Você sabe o que é neblina? Pois bem... e conseguia ver uns 3 metros a frente do carro de tanta neblina. Andei aproximadamente uns 30 Km nesse ritmo de tartaruga e começou a chover. Quase errei o trevo de acesso, mas como eu havia cometido esse erro da última vez que eu fui pra casa, nessa vez eu estava mais atento.

Passada a parte da neblina a estrada começou a piorar. Por volta das 6:30 am apareceram uns buracos daqui, outros dali, mas nada que chamasse a atenção. Do nada eu ouvi um estouro e aquele barulho de pneu furado. Aparentemente eu não passei por um buraco, mas sim em uma cratera lunar. Encostei e olhei a garoa lá fora (não havia clareado ainda). A solução era sair e ver o tamanho do estrago. Pelo tamanho do barulho eu já sabia que o pneu tinha passado dessa para outra, mas eu estava torcendo pra que nada tivesse acontecido com a roda.

Ainda com um pouco de garoa eu dei uma olhada no pneu e fui montar o triângulo. Felizmente a garoa parou e lá fui eu: chave de roda, macaco e estepe. Após 30 minutos eu voltava para a estrada e já era dia. Os 300 km restantes foram uma mistura de indignação e medo. Indignação por não ter visto a tal cratera e ter acabado com um pneu que havia rodado pouco mais de 5.000 Km, já o medo se deu pela possibilidade de encontrar outro imprevisto desse tipo e não ter como sair do lugar sem a ajuda de terceiros. Felizmente tudo correu bem por chegar em casa.

Na tarde da quinta-feira, depois de saborear o almoço da minha mãe (tem coisa melhor do que isso??) fui procurar um pneu. Passei por todas as revendas de Videira e em nenhuma delas tinha o modelo usado no meu carro. Havia um modelo similar da mesma marca e que custava um olho da cara e mais o fígado. Pra melhorar (ou piorar), em praticamente todas as revendas o discurso era o mesmo: “O par de pneus deve ser o mesmo, caso contrário o veículo pode sofrer problemas na frenagem e bla bla bla”. Em suma... todos queriam vender 2 pneus e não apenas um. Nessa hora eu já estava vendendo o meu segundo olho e um rim pra pagar a conta.

Depois de muito procurar, pesquisar e negociar, finalmente encontrei uma revenda que tinha um pneu com as mesmas especificações que o original (mas de marca diferente), fabricação nacional (com selo do Inmetro) e não tão caro quanto o da marca original. Além disso, o dono da loja comprou o pneu bom. Assim, eu comprei dois pneus novos e vendi para ele o pneu que estava sem par. Alguém pode estar se perguntando: “mas porque você não colocou o estepe pra rodar?” ahhhh boa pergunta!!! E a resposta é simples: o aro original de fábrica é um (16) e o do estepe é outro (15).

No final das contas, o prejuízo não foi tão grande, mas eu fico me perguntando: “quem ‘paguei’ a conta?”
Pergunto isso pois eu pago IPVA, imposto sobre a gasolina e algumas vezes pedágio e mesmo assim as estradas são cheias de buracos.

sexta-feira, maio 07, 2010

Bingo!

Nada melhor do que meia tarde de ócio e inspiração.

Resultado: minha caixa de entrada tem apenas 27 e-mails.

Agora só falta saber por quanto tempo ela vai ficar assim :-)


P.S. - E esse "ócio" ainda rendeu 2 posts em um único dia!

quinta-feira, abril 15, 2010

Da série: A vida imita a arte...




Source: http://www.academia.edu/

quarta-feira, abril 07, 2010

Fui para o inferno e voltei (duas vezes) (final)

“-Lamento senhor, mas estamos em falta desse produto.”

Ao ouvir a tal frase eu só respirei fundo e olhei para a moça com uma mistura de raiva e tristeza.

Talvez por perceber o meu olhar, ou simplesmente por prática mesmo, ela disse que eu poderia ser reembolsado. OK, eu teria o dinheiro de volta, mas chuveiro lá de casa continuaria a me queimar (ou dar choque elétrico, ou me fazereu passar frio) todas as manhãs.

Como não havia alternativas viáveis (sim, sou um pouco conformista) aceitei o reembolso. Mass.... (olha o golpe), o reembolso não foi um reembolso. Ficou confuso? Pois... eu também. Acontece que eu não recebi o meu dinheiro de volta, mas sim um “vale compras” no valor do chuveiro. Obviamente esse tal vale só poderia ser usado no próprio BIG. O pior é que no mesmo dia (um pouco mais cedo, veja o post anterior) eu havia feito as minhas compras da semana. Então eu tinha 2 alternativas (3, na verdade): 1 – fazer o maior escândalo lá no BIG (não faz muito o meu estilo), 2 – comprar um monte de bobeira/porcaria com aquele valor, 3 – passar mais uma semana tomando banho quente (muito quente) e voltar lá em alguns dias quando o estoque teria sido reposto. Como eu já estava cansado de andar de um lado pro outro, acabei escolhendo a opção 3 e seis dias mais tarde eu estava novamente no setor de informações do BIG de posse de um chuveiro (dessa vez completo) para fazer a nota fiscal.

A parte mais difícil eu já tinha passado, agora vinha a parte fácil: instalar o chuveiro. Com a minha vasta experiência em fazer gambiarras e afins, instalar o chuveiro seria um passeio... santa ingenuidade!

Cheguei em casa e, sem mais delongas, fui encarar a super-tarefa de instalar o famoso chuveiro. Com todos os disjuntores desligados comecei a retirar o chuveiro antigo. O detalhe é que o chuveiro novo deve ficar perto da parede, então, além do chuveiro antigo, eu tive que tirar o cano. Teoricamente isso também seria fácil, mas o cano era de ferro e ele havia oxidado. Fiz força e um pouco mais de força... sequer moveu. Peguei uma chave de cano, fiz mais força e finalmente fez um barulho... estranho. Eu não consegui rodar o cano, mas o cano trincou. Nessa altura do campeonato eu estava na situação: “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, já que não tinha como colocar o chuveiro velho e nem o novo.

Situações extremas exigem medidas extremas. Conversei com o colega do apartamento e peguei emprestada uma serra-cano (para serrar o cano, obviamente). Faltando só um pouquinho para terminar de serrar o cano, eu consegui a proeza: a serra quebrou.

Lá fui eu para a casa de ferragens (suado feito pinto de granja em dia de sol com 40 graus) para comprar uma luva (adaptador), uma serra nova, lixa e cola. De volta ao lar, munido de todos os equipamentos, finalmente eu pude terminar de colocar o chuveiro e apreciar um banho quente (mas não pelando) e sem levar choques.

Que fase!

sábado, março 27, 2010

Fui para o inferno e voltei (duas vezes) (parte 2)

Eis que eu tive a brilhante idéia de comprar um chuveiro novo, então lá fui eu. Como eu não conheço direito a cidade e nem os “melhores” lugares pra essas coisas, fui onde eu sabia que iria encontrar o chuveiro que eu queria: um supermercado. As duas opções eram o Carrefour e o BIG. Bom... no Carrefour eu entrarei só em situações extremas, pois nas duas vezes que eu passei por lá eu perdi ao menos 30 minutos na fila. Ok, ok, a primeira vez a culpa foi minha, já que eu fui no sábado ao meio-dia, mas a segunda vez na tem desculpa! Eu fui cedo e não havia tanta gente assim, mas o gerente do estabelecimento achou por bem deixar apenas três caixas trabalhando.

Restou então o BIG. Como o próprio nome diz, o BIG é grande, muito grande e, como era de se esperar, cheio de gente. Andei, andei e andei até que cansei e não encontrei o chuveiro. Perguntei para uns funcionários e, depois de andar ainda mais, encontrei os chuveiros literalmente escondidos perto da prateleira com os pneus.

Jóia!!! Chuveiro no carrinho parti para o caixa. Desviei de uns retardatários como crianças que corriam, velhinhas que conversavam, uns três torcedores do Internacional que discutiam o desempenho do time, outros três ou quatro torcedores do Grêmio que vangloriavam o desempenho do time no campeonato gaúcho (todos no meio dos corredores) até que finalmente cheguei ao caixa.

Desta vez a caixa foi eficiente e tudo correu bem. Agora eu estava livre para voltar pra casa e instalar o novo chuveiro, certo? Errado! Para poder ter a garantia do produto eu deveria passar no setor de informações e pegar a nota fiscal. Fui até o tal setor (inferno parte 1), peguei a senha (número 55) e para a minha tristeza eu ouvi a atendente chamar: Número 40! Havia 15 pessoas na minha frente. Todos com um humor, no mínimo, questionável, já que o esse setor é dedicado também as reclamações. Aproximadamente 40 minutos mais tarde, fui atendido. Passei todos os dados e finalmente consegui sair do mercado.

Já em casa, guardei as outras compras e fui instalar o novo chuveiro, mas não foi possível. Na embalagem veio apenas o chuveiro. Nada de manual, nada de mangueira e nada do bastão usado para regular a temperatura.

Respirei fundo, olhei pra cima e perguntei “porque comigo??”

30 minutos mais tarde, depois de escapar de uns três motoqueiros malucos, lá estava eu no balcão do inferno. Dessa vez foi a senha cento e alguma coisa.... outra espera e eu pude contar o que havia acontecido. Então a “moça” chamou uma responsável para ver o meu problema. A tal responsável chegou quase 10 minutos mais tarde, olhou o chuveiro e a nota e, dizendo algo enquanto virava na direção contrária, saiu andando. Eu? Fiquei lá esperando. Uns 15 minutos depois ela reapareceu e disse:

“-Lamento senhor, mas estamos em falta desse produto.”

(continua...)

terça-feira, março 23, 2010

Eu posso jurar...

... que esses caras devem ter me perseguido durante toda a minha pós-graduação:



fonte: PhD Comics

domingo, março 21, 2010

Fui para o inferno e voltei (duas vezes)

Algumas pessoas sabem, outras não, então vamos aos detalhes. Desde meados de dezembro eu voltei a morar no Brasil. Mandei uns CVs pra lá, outros pra cá, surgiram propostas de um lado, oportunidades de outro e umas apostas que eu resolvi não fazer (pelo menos por enquanto).

Enfim, aceitei uma proposta de emprego no RS. Estou trabalhando como professor numa universidade particular de Santa Maria e como conseqüência eu mudei de “mala e cuia” para o Rio Grande do Sul amado, tchê!

------ piada para os nerds de plantão ------
Mudança <- Mudança + 1;
------ fim da piada para os nerds de plantão ------

Como toda mudança, existem coisas que você traz e que são inúteis e existem coisas que você não traz e que são importantes, mas acho que isso é válido para qualquer pessoa.

O fato é que no momento eu moro num apartamento com outras duas pessoas e até o momento tudo está em ordem e em harmonia.

O único probleminha é o chuveiro do banheiro. Este é um chuveiro tradicional, de uma marca tradicional. Sendo tradicional ele tem 3 níveis: 1 – inverno, 2 – desligado e 3 – verão. Quando o chuveiro está na posição 1 – inverno, ele esquenta tanto que quase dá pra fazer chimarrão com aquela água, na posição 2 – desligado, a água vem gelada de tal forma que as vezes fica difícil de respirar, sobrou então a posição 3 – verão. Teoricamente nessa posição a água viria morna, certo? CERTO!! A água vem morna, mas o chuveiro dá choque (isso mesmo, pequenas descargas elétricas) quando você tenta abrir ou fechar o registro.

Resumindo... tomar banho virou um desafio e uma aventura. Apesar de gostar de uma pitada dos dois na minha vida, todos os dias já é demais. Então eu parti em busca de outro chuveiro, até pelo fato do chuveiro atual ser um modelo “tradicional”, eu já sei que ele não vai aquecer durante o inverno.

Continua...

segunda-feira, março 01, 2010

terça-feira, dezembro 01, 2009

Da agua para o vinho (ou para o vinagre)

Na minha viagem pra Eslovênia eu reencontrei uma amiga, dai sabe como é... após 4 anos sem ver alguém, os assuntos podem ser dos mais variados mas também dos menos interessantes pois você não faz parte da rotina daquela pessoa. Então o óbvio aconteceu, começamos a falar do passado e foi ela que tirou uma história que estava no canto escuro do porão da minha memória.

Em agosto de 2005 eu dividi um apartamento com essa menina, um outro rapaz da Macedônia e mais uma pessoa da Índia (eita mistura!). Num certo dia o indiano resolveu sair com alguns amigos e nós três ficamos por casa. Depois de um tempo resolvemos que iriamos ver uma ópera e na sequência para um local, digamos, mais alternativo para encerrar a noite.

Se alguém ja' teve a oportunidade, sabe que o ambiente da ópera é uma coisa única. Pessoas bem vestidas, luxo e muito brilho. Apesar de termos comprado o ingresso mais barato que nos permitia ficar em um dos cantos e em pé (vida de estudante é foda), foi possível apreciar os 3 atos da obra (que eu não lembro qual foi).

Até ai tudo correu bem. O problema foi a minha idéia de camelo de ir pra um local chamado Metelkova. Metelkova é uma área onde havia uma base militar na época que a Eslovênia fazia parte de Iugoslavia. Quando a Eslovênia declarou independência, o exército Iugoslavo abandonou a base militar e la' virou uma terra de ninguém.

Um povo mais alternativo (por assim dizer) invadiu o local e transformou aquilo em uma área onde tudo pode. Alguém lembra do filme "Fuga de Nova York"?, pois... eu acho que o Metelkova se inspirou no filme... mas o mais importante é que este é (ou costumava ser) um local com boa musica. Na verdade haviam 5 "locais" dentro do Metelkova com estilos que variavam do Trash Metal (yeahhhh - Ratos de Porão ja' tocou la') até musica eletrônica e reggae. Nesse local também existia uma prisão que foi transformada em um hostel (fica a dica de visita porque é muito interessante).

Voltando ao assunto... agora imagine você saindo de uma Opera e indo pro Metelkova. Como eu ja' sabia o que me esperava, eu não dei muita atenção, mas os meus amigos quase tiveram um ataque do coração quando viram o onde estávamos (eles eram novos na cidade). O trauma foi tão grande que quando eu encontrei essa amiga há um mês atrás, ela disse que nunca mais passou por perto do Metelkova.

Que fase !

P.S. - So' pra constar, eu consigo apreciar os dois locais: tanto a opera, quando o Metelkova ;-)

terça-feira, novembro 03, 2009

Vai uma mão ai??

Sábado no final da tarde eu voltei de viagem e ja' na chegada eu vi que a porta principal do prédio estava aberta. Como isso as vezes acontece então eu não dei muita importância e ainda pensei: "deve ser devido ao halloween". Entrei em casa, tomei banho e logo em seguida sai pra ir numa festa de aniversário.

Logo depois do aniversário fomos pra salsa (olha o vicio ai!), mas não estava legal. No bar que nós vamos sempre havia um povo estranho e umas musicas mais estranhas ainda. Mesmo assim voltei pra casa ja' era passado das 02:00 am.

Ao chegar na porta central do meu prédio eu tentei abri-la, mas não consegui. Explico: essa porta não tem chave, mas sim um sistema eletrônico que abre com um chaveiro. Tentei varias vezes, mas nada. Resolvi então dar a volta no prédio, pois eu sei que existe uma segunda porta. La' também não obtive sucesso, ja' que não havia fechadura e nem sensor. Respirei fundo e tentei achar outra solução.

A segunda alternativa foi tentar entrar pela garagem (subterrânea) e que da' acesso ao prédio, mas não fui feliz pq o meu controle remoto abre o portão de acesso ao condomínio e não da porta da garagem. Respirei fundo e tentei achar outra solução.

A terceira idéia foi usar o meu chaveiro para entrar no prédio do lado. Os dois prédios são ligados pela garagem. Pela terceira vez eu não consegui. Respirei fundo e tentei achar mais outra solução.

A quarta opção (e que eu estava evitando) foi chamar o "gardian". Ta'... eram quase 02:30 a.m. e tirar o carinha da cama não era algo interessante, mas fazer o que, né? Ao chegar na porta da "casinha" onde mora o gardian eu encontrei um cartaz que dizia que ele estava de férias e so' voltaria no dia 04/11. Mais uma vez respirei fundo e dessa vez eu disse: agora f0deu!

A quinta opção foi ligar para um amigo meu. Esse amigo tem uma copia da chave da minha casa para casos de emergência como este. Felizmente quando eu liguei ele ainda não estava na cama. Expliquei a historia e perguntei se ele poderia vir até a minha casa com a chave-reserva pra ver se o problema não era com o meu chaveiro. Cinco minutos mais tarde ele chegou e fomos para a prova de fogo. Não funcionou mais uma vez. Insistimos mais um pouco, mas nada. Nem sinal da porta abrir. Mais uma vez respirei fundo e dessa vez eu disse alto e em bom tom: agora f0deu MESMO!

Então veio a idéia de gênio: vamos escalar até o primeiro andar para ter acesso as escadas e então tentar abrir a porta por dentro (Homem-Aranha teria inveja!). "Pesinho" do amigo, um pé no frizo da porta, outro pé na caixa do interfone, segura na grade, força nos braços, pé no apoio da grade, calça enroscada e finalmente acesso ao primeiro andar. Desci as escadas e ao apertar o botão a porta abriu (ja' era hora, né?!?)

Agradeci ao meu amigo pelo apoio (físico e moral) e deixei a porta aberta. No dia seguinte escrevi um cartazinho pedindo pra não fecharem a porta, até porque eu não estava afim de fazer outra escalada. Agora é esperar que o gardian volte de férias e arrume isso.

Bom, poderia ser pior... ja' imaginou se estivesse chovendo??

segunda-feira, outubro 26, 2009

Quase um conselho...

Meninas por favor sorriam!

Porque?

Vamos aos fatos:

1 - Sexta-feira eu estava voltando pra casa e havia uma menina no ônibus. Ela era bonita, mas a criatura reclamou tanto, tanto, tanto que eu acho que ninguém que estava por perto dela conseguiria aturar ela por muito tempo.

2 - Sexta a noite os meus amigos e eu encontramos duas meninas que não eram assim "olha que princesa", mas elas eram sorridentes e simpáticas.

3 - Ontem, mais uma vez fomos pra salsa e la' eu dancei com o molde (exterior) de uma princesa. Mas o comentário de um dos meus amigos deixou claro a situação: "Essa menina tem alma??" A criatura ficou boa parte da noite com "cara de bunda". No começo eu achei que era comigo, mas depois eu vi que esse era o modus operandis dela.

Resumindo, apenas ser bonita (mesmo sendo muito bonita) não é suficiente! Então meninas, sorriam! Até porque beleza um dia acaba, mas o charme de um sorriso é algo que pode ficar para sempre.

P.S. - Ja' imaginou se a menina molde de princesa fosse sorridente e simpática?

segunda-feira, outubro 19, 2009

e assim começa outra segunda-feira

07:50 ao ligar o computador, travou tudo
07:58 computador devidamente ligado, mas sem Internet
08:05 não tinha agua no bebedouro

terça-feira, abril 28, 2009

A saga de um Xbox 360! (parte final)



Entrei em casa e, como dizem os gaúchos, sem mais delongas liguei o cabo de imagem na TV e os cabos de energia do Xbox e da TV na tomada.

Funcionou!!!

Feliz da vida, coloquei o CD (ou DVD, sei la') no Xbox e enquanto o aparelho carregava o jogo, a ansiedade aumentava.

Apos eternos 30 segundos veio a mensagem:

"Este jogo não suporta o formato de video PAL 50, favor mudar para PAL 60".

--- Pausa para momento de reflexão ---
Em outra vida eu devo ter sido um animal que fez as suas necessidades fisiológicas em cima do tumulo do Murphy, inúmeras vezes, so' pode....
--- Fim da pausa para momento de reflexão ---

La' fui eu ler manual mais uma vez. Mais alguns minutos se passaram até encontrar a opção de configuração.

Entrei no menu de configuração e mudei o formato de video para PAL 60.

Agora sim eu poderia jogar :-)

Bem, em teoria sim, mas na pratica não.

Como a TV é antiga, ela não suporta o formato PAL 60. A imagem aparecia na tela, mas toda a parte de baixo do jogo (menus e afins) ficavam escondidos.
O jogo até que funcionava, mas a parte principal da tela que é onde deve haver a sincronia entre o jogador, leia-se este que vos escreve, e o jogo, simplesmente não aparecia.

Teimoso como sempre, tentei jogar, mas não deu certo.

Desliguei tudo e fui dormir.

Na cama, ainda P da vida a única solução encontrada foi comprar também uma TV.



Sexta-feira foi dia de "São Pega" no trabalho. Vários e-mails-Bomba e muito serviço, mas o cérebro dedicava uma parte das suas atividades pensando em como resolver o problema-Xbox.

Apos o almoço eu dediquei um tempinho para pesquisar preços de TVs e no final do expediente fui até o Carrefour (de ônibus, é claro).

O Carrefour de Antibes é quase uma amostra grátis do inferno: sempre cheio, pessoas pouco educadas e você nunca consegue encontrar o que procura, mas dessa vez eu estava focado no objetivo: comprar a TV.

Dito e feito, passei os 100 metros com barreiras incluindo a porta automática, seguranças e o grupo de senhoras que trancavam o corredor enquanto conversavam e alcancei o setor de eletrônicos. Mais uma vez fiz a avaliação preço/qualidade/disponibilidade e comprei uma TV Samsung 19'' LCD (que pesa menos de 5 Kg).

Paguei e sai do mercado com a TV. Logo que eu cheguei no ponto de ônibus (lotado, obvio) que eu me dei conta do perigo.

Cara...ca (bom, não foi bem essa palavra, mas deixa pra la'), eu estava num ponto de ônibus, anoitecendo e com um caixa que tem letras garrafais escrito TV Samsung 19'' LCD. Se fosse no Brasil eu não teria voltado pra casa nem com a alça da caixa. Dessa vez eu tive mais sorte que juízo.

Ônibus, casa, desempacota TV, liga, conecta cabos, liga Xbox, liga jogo e... finalmente funcionou!

Agora so' falta melhorar a minha coordenação motora e conseguir sair do nível "beginner" :-)

domingo, abril 26, 2009

A saga de um Xbox 360! (parte 2)

Liga, desliga, liga, verifica cabos, desliga, lê manual mais uma vez e nada.

Acabei telefonando pra um amigo meu que também tem um Xbox, mas ele não tinha a menor idéia do que poderia ser o problema. Econtramos então duas alternativas: 1 - problema no Xbox, ou 2 - problema na TV.

So' pra constar, a TV que tem la' em casa é de 14 polegadas, sem controle remoto (deveria ter antigamente) e ela deve ter quase a minha idade (a coisa ta' feia então). As chances do problema ser com a TV eram de 95%.

Depois de um tempo resolvi ir até a casa desse meu amigo pra tirar a duvida e testar o Xbox na TV dele. Dito e feito, funcionou perfeitamente.

Por sorte ele ainda tinha uma segunda TV, quase tão antiga quanto a minha, que ele não usa. Depois de uns 30 minutos procurando no controle remoto e configurações, encontramos o canal de video.

Resultado:

Xbox + TV do meu amigo = funciona.

Voltei pra casa com a TV dele :-)

Tudo parecia estar em harmonia, mas a realidade não era bem essa...

sexta-feira, abril 24, 2009

A saga de um Xbox 360! (parte 1)

Ja' comentei outras vezes por aqui que eu estou meio que viciado no jogo Rock Band. Pois bem, fiquei tão empolgado que resolvi comprar um Xbox 360 Pro para desfrutar das delicias do jogo... que beleza!

Na minha pesquisa ponderando preço/qualidade/disponibilidade, optei por comprar o Guitar Hero ao invés do Rock Band.

Compra efetuada na segunda-feira a noite, produtos entregues na quinta-feira de manhã (salve a eficência da Amazon.com).

Até ai, tudo correu bem. Os problemas começaram quando eu fui receber os pacotes.
Como não tem ninguém durante o dia na minha casa eu coloquei o endereço da empresa. La' tem uma secretaria que praticamente so' recebe encomendas recepciona pessoas.

Na quinta de manhã a secretaria me ligou dizendo pra eu passar na portaria pq tinha 2 pacotes la'. Fui todo feliz pegar a minha encomenda, mas chegando la' levei um "pito". Motivo: eu não deveria usar o endereço profissional pra coisas pessoais.

Na boa, eu até entendo o lado deles, mas bem que ela poderia ter dado uma aliviada...

Quando eu cheguei em casa a coisa começou a complicar de verdade. O problema foi usar toda a parafernalha.

Manual daqui, manual dali, cabos de um lado, cabos de outro, minutos de tensão e expectativa (haja paciência para ler manual) e tudo montado. Era hora de ligar a TV e ver como funcionava, certo?

Certo, mas não funcionou. O Xbox ligava, mas não aparecia nada na tela.

(continua...)

A saga de um Xbox 360! (warm up)

Em breve eu coloco a historia completa aqui, mas pra adiantar o assunto eu vou citar a frase de um amigo meu:

"A vida do 'gringo' é um baralho!!"

sábado, abril 18, 2009

quinta-feira, abril 16, 2009

Britney celebra a Páscoa com equipe de sua turnê em hotel

Vi essa manchete na pagina principal do clic RBS

Essa noticia normalmente passaria em branco (até pq eu não me interesso nem um pouco pela vida da moça). O fato é que quando você esta' longe de casa as pessoas ao seu redor (de preferência seus amigos) se tornam a sua familia.

Nessa Pascoa eu tive sorte! Eu passei com um povo muito gente-boa e foi divertido, mas eu tenho certeza que muitas pessoas não tiveram a mesma graça.

Independente de ser famoso(a) ou não, as pessoas precisam de algum referencial em momentos como esses.