quarta-feira, maio 27, 2009

35 horas de super-sincero

Sabe queles três minutos de bobeira que da' na pessoa de tempos em tempos? Pra mim esses "três minutos" foram aproximadamente 35 horas.

Por algum motivo que eu não sei explicar, no final da tarde de segunda-feira eu entrei no modo "super-sincero".

Sabe que essa é uma experiência interessante? Em algumas situações eu falei coisas que normalmente eu não falaria, ou na melhor das hipóteses so' pensaria em falar, e ri muito de mim mesmo (inclusive na frente dos outros) .

So' pra constar: eu não ingeri nenhum produto ilícito ou alucinógeno ;-)

quinta-feira, maio 21, 2009

Indo pro inferno e voltando (com vida)

No post Pé frio? não, é soh impressão sua... eu comentei sobre os problemas de ir até a "Prefecture de Nice", uma verdadeira amostra grátis do inferno. Pois bem, o fato é que mais uma vez eu tive que enfrentar a maratona pra poder renovar o meu visto "Titre de Séjour".

A diferença é que dessa vez estava tudo certo. Liguei no departamento que atende exclusivamente pesquisadores (chique!!) e marquei um horário: quarta-feira, 20 de maio de 2009 as 09:00 am. Depois disso emiti uma "ordre de mission" que autoriza a minha saída da empresa para lidar com esses assuntos e reservei o carro da empresa (das 07:00 am até as 13:00). Tudo seria bem mais facil, certo?

Errado!!!

Ontem eu fui o primeiro a chegar na empresa (07:15), mas como eu sabia onde os documentos e a chave do carro ficam, nem me preocupei. Ja' na minha sala, liguei o computador, apaguei um meio-incêndio e então fui em busca das coisas necessárias para ira a Nice. Para a minha surpresa, a chave e os documentos do carro não estavam la'. Voltei pra minha sala e esperei até a pessoa responsável pela parte da logística chegar. Quando o tiozinho chegou, ele me disse alguém havia saído com o carro no dia anterior e não havia retornado ainda. Tentamos ligar para o celular do individuo, mas nada... so' caixa postal. Nessa hora eu ja' estava P da vida, mas não tinha o que fazer senão esperar.

Por volta das 8:45 o tal carinha que havia saído com o carro chegou. Peguei as chaves e os documentos e me encaminhei pra Nice. Normalmente o trajeto Sophia Antipolis - Nice leva uns 25 ou 30 min. Ainda de dentro da garagem liguei para a "Prefecture" e falei com a pessoa que iria me atender. Expliquei pra ela que havia ocorrido um pequeno imprevisto e perguntei se havia algum problema de chegar atrasado. Felizmente tudo estava bem, era so' chegar, ir na recepção e pedir pra falar com ela (um problema a menos).

Como se não bastasse o atraso na saída, logo depois do pedágio de Antibes (inicio do caminho) a estrada estava toda parada. Era um congestionamento gigante (so' pra ter noção a auto-estrada tem 3 pistas e todas estavam paradas). Foram necessários 20 minutos para eu poder sair do lugar, mas mesmo assim o trânsito continuou caótico, oscilando entre 10 Km/h e 90 Km/h isso sem contar os motoqueiros-mágicos aparecendo de lugares improváveis.

Na entrada de Nice ainda havia um acidente. Depois de mais uns 5 minutos parado no trânsito consegui chegar ao lado da "Prefecture". Fase 1: chegar a Nice - OK, então começou a Fase 2, achar lugar pra estacionar. Ao lado da prefeitura tem um estacionamento de 4 andares, mas como eu cheguei meio tarde o estacionamento estava lotado. Havia então apenas 2 alternativas: 1 - Aplicar a "arte de estacionar" (consiste em você colocar o carro em locais humanamente impossíveis e as vezes desafiar as leis da fisica) ou 2 - Esperar, como outros veículos ja' faziam, alguém sair do estacionamento para que eu pudesse entrar. Acabei escolhendo a opção 2, até pq do jeito como eu sou sortudo, se eu aplicar os ensinamentos da "arte de estacionar", eu provavelmente terei que pagar uma multa de trânsito. Resultado: foram mais 10 minutos esperando na fila pra entrar no estacionamento e outros 15 minutos pra encontrar uma vaga.

Veio então a Fase 3: burocracia. Enfrentei outra fila para chegar na recepção (mais ou menos outros 15 minutos). Depois de alguns telefonemas, me mandaram esperar do lado de uma portinha. Mais alguns minutes até que uma senhora apareceu, chamou o meu nome, pegou os papeis, pediu para eu aguardar sentado (mal sinal) e desapareceu porta adentro.

Enquanto eu esperava sentou do meu lado esquerdo uma senhora com uma criança de colo e do outro lado um casal com uma criancinha de 3 ou 4 anos. Eu gosto de criança, mas naquela altura do campeonato, um neném de colo chorando na direita e uma espoleta que chutava tudo e todos ao seu redor, ja' estavam me tirando do meu estado "Zen". Obviamente que não poderia acontecer so' isso... a mãe do neném ainda teve que trocar a fralda da criaturinha e, como se pode imaginar, o odor não foi dos melhores.

Decidi levantar e esperar em pé longe daqueles "anjos". Outros 25 minutos de espera até a senhora voltar com alguns papéis pra eu assinar. De "brinde" ainda ganhei um visto provisório (três meses) até que o meu "Titre de Séjour" esteja pronto. Em menos de 90 dias (em teoria) eles vão mandar uma carta com o endereço do local onde eu devo retirar a o "Titre de Séjour" novo (provavelmente em Nice).

Pra fechar a odisséia com chave de outro (ainda não acabou) eu não encontrei a saída para a auto-estrada e voltei por dentro das cidades. Isso acabou me custando outros 40 minutos de trânsito, motoristas barbeiros e gente meio estressada. Pelo menos as músicas que tocavam no rádio eram boas...

segunda-feira, maio 18, 2009

62° Festival Internacional de Cannes

Domingo eu fui pro 62° Festival Internacional de Cannes; 15 minutos de caminhada, 10 minutos de espera e 8 minutos de trem para chagar la'. Esse foi o tempo necessário para expor, de uma forma nua e crua, toda a minha ignorância nessa área.

De umas 3 dezenas de artistas que passaram pelo tapete vermelho eu fui capaz de reconhecer: 1 - "Kate" do "Lost"; 2 - Quentin Tarantino (impossível não reconhecer aquela proeminência no rosto dele que algumas pessoas ousam chamar de queixo); e 3 - um roqueiro bem conhecido na França mas que, obviamente, eu não sei o nome.

Nós ficamos a uns 250 metros da porta principal e so' conseguimos ver as pessoas chegado graças ao telão.
Vou tentar reproduzir parte do dialogo:
- Leandro, quem é esse?
- Não sei,
- E essa que esta' chagando?
- Ahhhh essa fez um monte de filmes...
- Sério?
- é...
- Quais?
- ahhh sei la', não lembro agora
- hummm... e esse outro?
- não sei
- e essa?
- também não conheço
- ihhh olha la', é a "Kate" do "Lost" - (nem o nome não sabíamos)
- é ela mesmo... e as outras duas q estão com ela?
- sei la'

... e a conversa "quem é esse(a)? / não sei - sei la'" se estendeu por mais uns 15 minutos

breve esclarecimento

Obrigado a todos(as) que deixaram um comentário no post "ela, sempre ela".

Uma coisa que eu não deixei claro naquele texto é que eu não tenho problema algum em começar a dormir. Eu consigo pegar no sono independentemente da hora que eu vou pra cama.

O meu problema com a insônia é de madrugada. Eu acordo por volta das 3:30 a.m. e fico rolando na cama, depois não tem jeito de dormir de novo.

De qualquer forma, valeu pelas dicas :-)

quinta-feira, maio 14, 2009

ela, sempre ela

Reencontrei ela na madrugada de domingo pra segunda e passamos algumas horas juntos. Felizmente isso não atrapalhou a minha rotina na segunda-feira.

Na noite de segunda pra terça ela estava la' em casa mais uma vez. Por causa dela, levantar na terça de manhã foi um sacrifício. Me arrastei pra fora da cama e mesmo assim cheguei no serviço atrasado. Durante aquele dia eu pensei nela varias vezes. Como era de se esperar, na terça a noite ela estava mais uma vez comigo.

Passamos outra noite juntos e eu confesso que isso começou a me perturbar. Durante todo o dia de ontem eu lembrei dela, principalmente nos momentos menos apropriados do meu dia. Nas horas que eu precisava de mais concentração, ela voltava à minha cabeça. Cheguei a conclusão: "Isso definitivamente tem que acabar".

Noite passada ela estava comigo novamente, mas ontem eu estava decidido a acabar com tudo e colocar a minha vida em ordem, afinal o meu dia-a-dia ja' esta' sendo prejudicado por ela. Ja' na cama eu falei em voz alta:
- Não quero mais você aqui!

Porém, isso não adiantou e ela ficou boa parte da noite comigo. Fui obrigado a sair da cama as 5:30, pois ela não me deixava em paz. Sinceramente não sei o que fazer pra me livrar dessa insônia.

terça-feira, maio 12, 2009

exercitando o meu lado politico...

(e tentando puxar a orelha do carinha...)


Dear [fulano],

Could you please inform the status of your contribution for the [nome do relatorio]?
We did no receive any contribution from [nome da empresa] so far.
We believe that your contribution is of paramount importance to the success for our deliverable.

I look forward to hearing from you soon.

Yours sincerely,
Leandro.

segunda-feira, maio 11, 2009

domingo, maio 10, 2009

Estigma!

Hoje de manhã, enquanto eu tomava café, assisti um programa no canal "France 5" sobre o Brasil. Ja' de cara vi que tinha uma coisa errada: O título era

"Brasil: SALSA, samba, cariocas"

Salsa??? eu não sei de onde que eles tiram isso. O mais "grave" é que o programa falou de todas as regiões do Brasil, mas em momento algum foi possível ouvir uma musica de salsa, salvo na trilha sonora de encerramento.

Fiquei torcendo pra que a musica de encerramento tivesse algumas palavras em espanhol :-) mas nada.

quinta-feira, maio 07, 2009

da série: um esportista "nato"

Vendo essa foto eu me senti um "Michael Jordan" da vida.

OK, faltou saltar uns 110cm, mas vamos levando :-)

terça-feira, maio 05, 2009

Eu e a minha vida pseudo-esportista

Sábado passado eu fui praticar arborismo (como eles chamam aqui AccroBranche).

Tudo começou com um amigo dizendo:
- E ai? ta' afim de fazer AccroBranche?
- Que diabo é isso?
- ...?!?!

... passado o momento ignorância (da minha parte) eu adotei a filosofia "se me convidar por educação, vc ta' ralado, pq eu vou dizer SIM".

Sábado: 13:15 depois de vagar por alguns minutos na cidade de Villeneuve-Loubet, chegamos ao local correto. La' encontramos outras 4 pessoas (todos ingleses) e um francês, por sinal, este ultimo foi muito simpático. O francês chegou, cumprimentou dois dos ingleses, olhou para os outros 2 ingleses sem dizer nada e ignorou completamente o meu amigo e eu, mas tudo bem... (educação é algo que vem do berço mesmo).

Entregamos os ingressos e pegamos as bicicletas. Foram 15 minutos de uma trilha tranquila e plana até chegar ao local das instruções. Ouvimos como funcionam as regras de segurança e colocamos todo o material necessário: cadeirinha, capacete e luvas. Depois do treinamento básico começou a grande experiência.

Foram 36 obstáculos em aproximadamente 2h e 30 min que incluíram tirolesas, cabo-de-aço, redes suspensas e parede vertical.
Ja' nos primeiros 10 minutos as pernas começaram a tremer, foi logo depois de subir uma escada de corda e fazer uma tirolesa pequena. Nos estávamos uns 8 metros de altura do chão e o obstáculo era caminhar entre uma árvore e outra segurando num cabo-de-aço e pisando numa espécie de escada feita de cordas e madeira (na horizontal).

Nessa hora a garganta ja' estava seca e as pernas balançavam mais do que bambu em dia de vento. Depois de algum tempo eu descobri que o tênis que eu estava calçando não era o ideal para praticar o tal esporte. Alguns dos obstáculos exigiam um leve subida e o tênis vivia escorregando.

O ponto mais legal foi uma tirolesa de 140 m. As tirolesas eram as mais tranquilas, o problema era chegar até elas :-)
Confesso que em alguns momentos eu me senti nas "Olimpíadas do Faustão". Pra completar a formula, so' faltou um maluco com um canhão atirando bolas em mim.

Claro que durante todo o percurso eu pensei em desistir umas 25.000 vezes, mas a teimosia foi maior do que este que vos escreve e eu continuei.

O local mais critico do percurso foi quanto tivemos que andar uns 20 em um paredão. Sabe aquelas paredes de escalada que tem umas (literalmente) pedrinhas onde a pessoa se segura? Foi exatamente isso. Imagine a cena: paredão de uns 15 metros de altura e o Leandro pendurado la' sem conseguir sair do lugar.

Não poderia piorar, né? Poderia sim. Além de não saber como ir adiante e não ter como voltar, não tinha ninguém pra dar instruções por perto e a minha perna esquerda começou a tremer, mas não foi uma tremidinha... ela balançava mais do que rabo de cachorro que não vê o dono a mais de 30 dias. Então eu parei, respirei fundo e disse alto e em bom tom:
- Agora FUDEU!!!

Aparentemente isso me deixou mais tranquilo e eu consegui ir adiante, mas obviamente a pergunta "o que diabos eu estou fazendo aqui?" não saia da minha cabeça.
So' depois de passar pelo paredão que eu vi que havia um caminho alternativo e menos difícil, mas nem me estressei, ja' que é óbvio que Murphy não iria deixar eu escolher o mais fácil mesmo.

Praticamente todos os outros obstáculos foram "fáceis" se comparados com o paredão, salvo o ante-penúltimo. Na verdade esse obstáculo nem era tão difícil, mas como eu estava hiper-mega-cansado, a coisa ficou meio complicada. A idéia era atravessar entre uma parede na rocha até uma rede feita de cordas pendurado numa corda (no melhor estilo Tarzan) e segurar nessa rede, depois (ainda pendurado na rede) ir até uma árvore a esquerda. Por sorte eu consegui passar sem maiores problemas.

No final do percurso pegamos as bicicletas novamente e voltamos ao ponto de partida.

No sábado eu não senti muito os reflexos da brincadeira, mas domingo e segunda foi difícil. Eu redescobri alguns músculos no meu braço, na minha barriga e nas minhas costas, mas no fim das contas valeu a pena e eu acho que eu faria de novo (daqui uns 6 meses, no mínimo) :-)

aqui, aqui e aqui vocês podem ver três videos que eu achei no YouTube sobre o AccroBranche em Villeneuve-Loubet.

Enjoy!

segunda-feira, maio 04, 2009

sobre o video do Jose Carlos Prates

Ouvi o comentário na radio Atlântida (de Porto Alegre) sobre o video (vi pela primeira vez no Visão Panoramica e depois no blog do Gilgomex).

Na minha opinião o Prates ganhou a notoriedade de um "Capitão Nascimento" da vida, falando tudo o que muitos brasileiros querem ouvir. Entretanto, da mesma forma que ocorreu no filme "Tropa de Elite", os outros culpados (nós, povo brasileiro), vão continuar sem fazer nada pra mudar essa situação.

No caso exposto no filme, muitos indivíduos (de todas as classes) vão continuar fumando o seu baseado e achando que isso não é nada de mais. No caso do comentário do Prates, todos vão vangloriar o "pito" passado nos políticos e não vão prestar atenção no verdadeiro puxão de orelha dado à população quando ele fala: "este é um povo estupido e que não reage".

Infelizmente essa é uma triste realidade.

O video com a fala do Prates pode ser visto aqui, ou nos sites citados anteriormente.

domingo, maio 03, 2009

O diario de um atropelado: parte 18

... essa coisa ja' esta' pior que novela da Globo...

Semana passada voltei no médico com a ressonância magnética.

-- correção --
no ultimo post eu havia escrito que era uma ultra-sonografia na mão, mas o termo "scanner" é na verdade uma ressonância magnética
-- fim da correção --

O médico olhou para a ressonância, olho pra mim, olhou pra ressonância, olhou pra mim mais uma vez e disse:
- Esta' quase tudo normal, mas o osso ainda esta' cicatrizando.

Resultado: vou ter que esperar mais TRÊS (03) meses pra ver se a dor passa. Os conselhos dele fora de não praticar esportes que usem o pulso em demasia (tennis, boliche e afins) e tentar fazer exercícios leves com a mão pra ver se a dor passa.