quarta-feira, abril 07, 2010

Fui para o inferno e voltei (duas vezes) (final)

“-Lamento senhor, mas estamos em falta desse produto.”

Ao ouvir a tal frase eu só respirei fundo e olhei para a moça com uma mistura de raiva e tristeza.

Talvez por perceber o meu olhar, ou simplesmente por prática mesmo, ela disse que eu poderia ser reembolsado. OK, eu teria o dinheiro de volta, mas chuveiro lá de casa continuaria a me queimar (ou dar choque elétrico, ou me fazereu passar frio) todas as manhãs.

Como não havia alternativas viáveis (sim, sou um pouco conformista) aceitei o reembolso. Mass.... (olha o golpe), o reembolso não foi um reembolso. Ficou confuso? Pois... eu também. Acontece que eu não recebi o meu dinheiro de volta, mas sim um “vale compras” no valor do chuveiro. Obviamente esse tal vale só poderia ser usado no próprio BIG. O pior é que no mesmo dia (um pouco mais cedo, veja o post anterior) eu havia feito as minhas compras da semana. Então eu tinha 2 alternativas (3, na verdade): 1 – fazer o maior escândalo lá no BIG (não faz muito o meu estilo), 2 – comprar um monte de bobeira/porcaria com aquele valor, 3 – passar mais uma semana tomando banho quente (muito quente) e voltar lá em alguns dias quando o estoque teria sido reposto. Como eu já estava cansado de andar de um lado pro outro, acabei escolhendo a opção 3 e seis dias mais tarde eu estava novamente no setor de informações do BIG de posse de um chuveiro (dessa vez completo) para fazer a nota fiscal.

A parte mais difícil eu já tinha passado, agora vinha a parte fácil: instalar o chuveiro. Com a minha vasta experiência em fazer gambiarras e afins, instalar o chuveiro seria um passeio... santa ingenuidade!

Cheguei em casa e, sem mais delongas, fui encarar a super-tarefa de instalar o famoso chuveiro. Com todos os disjuntores desligados comecei a retirar o chuveiro antigo. O detalhe é que o chuveiro novo deve ficar perto da parede, então, além do chuveiro antigo, eu tive que tirar o cano. Teoricamente isso também seria fácil, mas o cano era de ferro e ele havia oxidado. Fiz força e um pouco mais de força... sequer moveu. Peguei uma chave de cano, fiz mais força e finalmente fez um barulho... estranho. Eu não consegui rodar o cano, mas o cano trincou. Nessa altura do campeonato eu estava na situação: “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, já que não tinha como colocar o chuveiro velho e nem o novo.

Situações extremas exigem medidas extremas. Conversei com o colega do apartamento e peguei emprestada uma serra-cano (para serrar o cano, obviamente). Faltando só um pouquinho para terminar de serrar o cano, eu consegui a proeza: a serra quebrou.

Lá fui eu para a casa de ferragens (suado feito pinto de granja em dia de sol com 40 graus) para comprar uma luva (adaptador), uma serra nova, lixa e cola. De volta ao lar, munido de todos os equipamentos, finalmente eu pude terminar de colocar o chuveiro e apreciar um banho quente (mas não pelando) e sem levar choques.

Que fase!

6 comentários:

Desabafando disse...

kkkkkk...no fim deu tudo certo!

Ewerton disse...

caramba... isso que é persistência...

Marcele disse...

ufa. Finalmente final feliz (:

Arthurius Maximus disse...

Cara, uma verdadeira Odisséia para trocar um chuveiro. "vade retro!" (rs)

Olívia Yale disse...

olha q odisseia!
Homero ficaria com inveja!

Talita disse...

Consertar um chuveiro nunca é tão simples quanto parece. São objetos extremamente complexos, que utilizam uma moderna tecnologia para nunca esquentar o suficiente no inverno e no verão produzir água para miojo!
Muito simpático seu blog:D