domingo, outubro 31, 2010

menos pior?

Eu não gosto de me expressar dessa forma, mas tem horas que não tem como ficar omisso.

Imagine a situação:
Você tem uma filha de 5 anos de idade e, por um motivo qualquer, você precisa deixar a sua filha com alguém. Infelizmente você tem apenas duas alternativas: a alternativa 1 é um estuprador, e a alternativa 2 é um estuprador e assassino.

Pois é, hoje nós escolhemos a alternativa 2.

Em tempo... nesses dias eu fiquei sabendo que apenas 6% do que é ministrado no ensino fundamental e médio é retido pelos alunos. Então eu repito aqui as palavras daquela pessoa: "... e o governo ainda acha que colocar computadores dentro das escolas é suficiente para melhorar a educação."

how boy!

Dear Lord! Look after us!

sábado, outubro 30, 2010

I've got a feeling

I1ve got a feeling that something is wrong... really wrong.

sexta-feira, outubro 08, 2010

Orgulho de ser Brasileiro (?)

Acabei de voltar do cinema onde fui ver o filme Tropa de Elite 2. Talvez algumas das palavras aqui escritas sejam movidas por algumas das (muitas) mensagens deixadas pelo longa metragem e um pouco carregadas.

Apesar do que foi exposto na película ser uma obra de ficção, na minha modesta opinião, ela expõe um lado vil, podre e sem nenhum escrúpulo da nossa sociedade. Como a coisa toda ficou retratada, o problema não está apenas nas camadas mais baixas, mas sim em todos os níveis e envolvendo todos os setores da sociedade.

Sim, é apenas um filme, mas devemos parar e refletir sobre isso fazendo uma auto-crítica. Não importa qual é o governo, qual é partido político, o que importa é como agimos perante as situações. Aquilo que está nas telas do cinema hoje provavelmente terá uma repercussão grande, pessoas vão bradar a sua indignação (assim como eu aqui) aos quatro ventos, porém logo tudo será esquecido. Na prática nada mudará, infelizmente.

Não sei ao certo dizer o que eu realmente sinto, talvez isso tudo seja uma mistura de tristeza, vergonha, indignação, impotência... só sei que somos um povo fraco e sem moral. Achamos bonito condenar os políticos corruptos (alguém lembra em quem votou no último domingo?) mas somos os primeiros a nos vangloriar por ter “colado” numa prova, levado vantagem no troco do supermercado ou ter conseguido sonegar algum imposto.

O que importa é que enquanto continuamos agindo de uma forma medíocre, sempre pensando nos próprios interesses, podem filmar outros “Tropa de Elite” e nós continuaremos atolados nesse lamaçal fétido.

sexta-feira, setembro 10, 2010

Ten years on the road!

Amanhã, 11 de setembro de 2010 irão completar dez anos que eu desgarrei da saia da mamãe e do conforto de morar na casa dos meus pais.

Dez anos atrás eu embarcava num ônibus de Videira pra Floripa. Medos, esperança, incertezas e alguns outros sentimentos menos nobres que estão mais ligados à fisiologia humana. Três dias mais tarde eu havia voltado pra casa com a desculpa das mais esfarrapadas, mas na verdade era saudade pura.

Nossa... dez anos passaram rápido, muito rápido. As vezes é até difícil lembrar de tudo o que aconteceu, mas acho que o saldo foi positivo e bem variado. Fiz cinco grandes mudanças (duas vezes pra fora do Brasil), mordi a língua uma infinidade de vezes, conheci lugares e encantadores, culturas intrigantes, pessoas simpáticas e prestativas, outras pessoas nem tanto mas faz parte. Acho que não fiz tantos amigos assim, mas aqueles que eu fiz são verdadeiros e são pessoas nas quais eu posso confiar.

Enfim, vamos celebrar esses dez anos e aguardar os próximos dez porque a coisa só tende a melhorar :-)

sexta-feira, agosto 27, 2010

Uma viagem tranquila? Nunca!

Na minha saída de Santa Maria eu assumi o compromisso de voltar para ministrar três mini-cursos. O tempo passou e a data do primeiro mini-curso chegou.

Quarta-feira, depois de uma correria danada no escritório, peguei um taxi para ir para o aeroporto de Congonhas. Por incrível que pareça, não tive problemas com o trânsito e o check-in correu na mais perfeita ordem. Pena que a tranqüilidade estava para acabar. O embarque atrasou uns 15 minutos, boa parte dos passageiros estava com pouca paciência já que os compartimentos de bagagem lotaram antes de completar o embarque e, como se não bastasse, ficamos quase meia hora esperando a torre de comando liberar a decolagem.

Já em Porto Alegre aproveitei pra fazer um lanche e me dirigi ao portão de embarque com destino a Santa Maria. Não sei bem o motivo, mas eu fiquei intrigado porque eu não lembrava o nome do hotel onde eu deveria ficar. Procurei o papel com a reserva do hotel e simplesmente não encontrei. Provavelmente, na minha saída, eu acabei esquecendo ou simplesmente perdi o papel. Sentei numa cadeira e fiquei pensando como poderia fazer para descobrir o nome do tal hotel. Tentei, tentei e nada. Depois de aproximadamente uns 40 minutos um nome veio à cabeça “Continental”... seria isso? Para confirmar a informação, liguei para um amigo meu e pedi pra ele verificar pela Internet se o tal hotel realmente existia. Alguns minutos depois veio uma mensagem de texto que confirmava a minha hipótese. Ufa!

Depois disso era só esperar o horário do vôo. Embarquei conforme programado. Apesar de ser um vôo TAM, a empresa que faz o trecho Porto Alegre – Santa Maria é outra. Ao entrar no avião eu tinha a nítida impressão de ter saído de um Vectra (avião da TAM) e entrado em um Fusca (avião da outra empresa). O detalhe é que não era apenas um Fusca, mas sim um Fusca velho. Até ligar os motores (era um avião bi-motor), algumas pessoas ainda tentaram conversar, mas depois que as hélices começaram a girar qualquer conversa se tornou impraticável.

O vôo estava previsto para durar 55 minutos, todavia, depois de um pouco mais de meia hora o piloto abriu o microfone e disse em meio a muitos ruídos:
“Más notícias pessoal, o aeroporto de Santa Maria está fechado por falta de visibilidade, teremos que voltar para Porto Alegre”.
Pois é... voltamos para Porto Alegre. O meu programa era que as 23:00 horas eu estaria no hotel. Bom... não funcionou. As 23h30min eu ainda estava no aeroporto de Porto Alegre esperando a van que traria eu e mais seis pessoas.

Depois de uma hora e meia de viagem paramos para jantar. Ao sair da van eu olhei para o céu e lá estava ela, bela e vistosa. A Lua brilhava e o céu estava aberto. Que fase!

domingo, agosto 22, 2010

Admirável mundo pequeno - parte IV, o retorno

Ontem fui convidado para ir jantar na casa de um colega de trabalho, mas como eu ainda estou a pé em São Paulo, bolei uma estratégia praticamente infalível que combinava preço vs. conveniência vs. velocidade para chegar na casa dele. Em poucos minutos o plano de ação estava definido: eu pegaria o trem da estação Berrini até a estação Pinheiros e de lá um taxi. Assim, eu não gastaria tanto com o taxi e também evitaria ter que sair do trem, pegar um ônibus e um metro. Obviamente que a coisa não funcionou assim.

Tudo andou como planejado até chegar na estação Pinheiros. Quando cheguei ao ponto de taxi, não havia taxi. Voltei até a portaria da Editora Abril (ali do lado) e ao me aproximar uma moça veio na minha direção dizendo “oi, você está precisando de taxi?”. Eu respondi que sim e então ela comentou que tinha me visto no trem, mas achou o povo “estranho” demais e ficou com medo. Meio que por impulso ela resolveu descer do trem e fazer o resto do trajeto de taxi. Assim como a minha estratégia, a dela não foi das melhores, mas essa não foi a primeira coincidência.

Enquanto tentavamos ligar para alguma central de taxi e esperávamos, ficamos conversando e ela perguntou de onde eu era, então eu disse “do interior de SC”. Ela perguntou “onde exatamente?” e eu respondi “Videira”. Para a minha surpresa ela disse “eu nasci em Videira, mas não conheço a cidade... morei pouco tempo lá”.

Conversa vai, conversa vem, perguntei onde ela mora agora e mais uma surpresa. Fiquei sabendo que o marido dela e ela haviam passado no concurso da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria). Santa Maria é a cidade onde eu estava morando antes de mudar para São Paulo e que ainda terei que voltar mais 3 vezes nesse ano para dar um minicurso.

Para os bons de matemática, quais são as probabilidades de você encontrar uma pessoa que: a) nasceu na sua cidade; b) ambos estão a mais de 700 km de distância da cidade natal; c) a cidade em questão tem mais de vinte milhões de pessoas; d) essa pessoa mora numa terceira cidade a mais de 1200 km de distância de onde vocês se encontraram; e) você também morou nessa terceira cidade;

sábado, agosto 21, 2010

eu e as contradições

Sei lá, mas parece que quanto mais eu digo que eu não quero algo, esse algo me persegue.

Um exemplo típico disso foi a história de morar em São Paulo. Quando voltei da França eu dizia que a penúltima cidade na minha lista de opções para morar era São Paulo (não vou falar qual era a última por puro medo).

Fato é que eu até resisti. Fui morar no Rio Grande do Sul, mas após quatro meses eu já estava de mudança pra São Paulo.

Enfim... já são quase dois meses que estou na terra da garoa, com umidade relativa do ar perto dos 15% - tem algo errado ou é impressão minha? - e até o momento não posso reclamar, principalmente no quesito profissional. Vamos aguardar e ver o que o futuro me reserva.

terça-feira, junho 01, 2010

Guess who is back?!

Na verdade ainda não voltei, mas em breve teremos novidades :-)

quarta-feira, maio 19, 2010

se não acontecesse comigo, eu não acreditaria

Pergunta: Qual a função do administrador do banco de dados?
Reposta (do aluno, com uma semana para pesquisar): administrar o banco de dados.

terça-feira, maio 18, 2010

E quem “paguei” a conta??

Dia 17/05 foi feriado em Santa Maria (RS) e eu aproveitei pra ir pra casa visitar a família. Em todas as semanas eu cumpro as minhas 40 horas até na quinta-feira e, além disso, eu tenho trabalhado todas as sextas. Assim, resolvi “matar” a minha quinta-feira (13/05) e viajar nesse dia. Dessa forma eu pude aproveitar o máximo, até porque a viagem só de ida leva um pouco mais de oito horas.

Quinta-feira, 13 de maio, levantei cedo (03:40) e as 4:10 eu já estava saindo da garagem do prédio. O primeiro sinal de que algo estava errado foi dado no semáforo... melhor dizendo, nos semáforos. Da minha casa até a saída da cidade são aproximadamente oito deles. Com toda a certeza sete estavam fechados, mas mesmo assim não me aborreci e continuei a viagem.

A viagem rendia bem. Não havia trânsito (também nessa hora?! Quem é louco de sair pra viajar tão cedo??), o céu estava estrelado e o asfalto relativamente bom. Nada lembrava os sinais vermelhos, até chegar perto da cidade de Cruz Alta. Você sabe o que é neblina? Pois bem... e conseguia ver uns 3 metros a frente do carro de tanta neblina. Andei aproximadamente uns 30 Km nesse ritmo de tartaruga e começou a chover. Quase errei o trevo de acesso, mas como eu havia cometido esse erro da última vez que eu fui pra casa, nessa vez eu estava mais atento.

Passada a parte da neblina a estrada começou a piorar. Por volta das 6:30 am apareceram uns buracos daqui, outros dali, mas nada que chamasse a atenção. Do nada eu ouvi um estouro e aquele barulho de pneu furado. Aparentemente eu não passei por um buraco, mas sim em uma cratera lunar. Encostei e olhei a garoa lá fora (não havia clareado ainda). A solução era sair e ver o tamanho do estrago. Pelo tamanho do barulho eu já sabia que o pneu tinha passado dessa para outra, mas eu estava torcendo pra que nada tivesse acontecido com a roda.

Ainda com um pouco de garoa eu dei uma olhada no pneu e fui montar o triângulo. Felizmente a garoa parou e lá fui eu: chave de roda, macaco e estepe. Após 30 minutos eu voltava para a estrada e já era dia. Os 300 km restantes foram uma mistura de indignação e medo. Indignação por não ter visto a tal cratera e ter acabado com um pneu que havia rodado pouco mais de 5.000 Km, já o medo se deu pela possibilidade de encontrar outro imprevisto desse tipo e não ter como sair do lugar sem a ajuda de terceiros. Felizmente tudo correu bem por chegar em casa.

Na tarde da quinta-feira, depois de saborear o almoço da minha mãe (tem coisa melhor do que isso??) fui procurar um pneu. Passei por todas as revendas de Videira e em nenhuma delas tinha o modelo usado no meu carro. Havia um modelo similar da mesma marca e que custava um olho da cara e mais o fígado. Pra melhorar (ou piorar), em praticamente todas as revendas o discurso era o mesmo: “O par de pneus deve ser o mesmo, caso contrário o veículo pode sofrer problemas na frenagem e bla bla bla”. Em suma... todos queriam vender 2 pneus e não apenas um. Nessa hora eu já estava vendendo o meu segundo olho e um rim pra pagar a conta.

Depois de muito procurar, pesquisar e negociar, finalmente encontrei uma revenda que tinha um pneu com as mesmas especificações que o original (mas de marca diferente), fabricação nacional (com selo do Inmetro) e não tão caro quanto o da marca original. Além disso, o dono da loja comprou o pneu bom. Assim, eu comprei dois pneus novos e vendi para ele o pneu que estava sem par. Alguém pode estar se perguntando: “mas porque você não colocou o estepe pra rodar?” ahhhh boa pergunta!!! E a resposta é simples: o aro original de fábrica é um (16) e o do estepe é outro (15).

No final das contas, o prejuízo não foi tão grande, mas eu fico me perguntando: “quem ‘paguei’ a conta?”
Pergunto isso pois eu pago IPVA, imposto sobre a gasolina e algumas vezes pedágio e mesmo assim as estradas são cheias de buracos.

sexta-feira, maio 07, 2010

eu até tento

Aos poucos eu vou tentando me adaptar ao novo ambiente, mas nem sempre as coisas ocorrem como queremos.

Eis que nesta busca pela adaptação, eu comecei a fazer aulas de dança. Diferentemente da França onde se aprendia um único ritmo, aqui nós "aprendemos" todos os ritmos imagináveis.

Quem sou eu para julgar a metodologia da escola mas, na minha opinião, tentar aprender vários ritmos ao mesmo tempo não leva a lugar algum. Mas o problema não é esse. O problema é o horário. Como eu só tenho as quintas e sextas a noite, eu faço aulas nesses dias. Ontem, por exemplo, a aula começou as 19:25, mas deveria ter começado as 19:00. Hoje fui até a escola novamente e a aula das 20:00 foi cancelada. O motivo? Não sei direito. Acontece que na sexta passada essa aula também foi cancelada.

Eu não sei direito quanto tempo eu vou ter paciência pra esse tipo de coisa.

Bingo!

Nada melhor do que meia tarde de ócio e inspiração.

Resultado: minha caixa de entrada tem apenas 27 e-mails.

Agora só falta saber por quanto tempo ela vai ficar assim :-)


P.S. - E esse "ócio" ainda rendeu 2 posts em um único dia!

santos ouvidos!

No meu emprego atual eu divido uma sala com outras 3 pessoas. Provavelmente na semana que vem seremos 5 pessoas no mesmo espaço, mas tudo bem...

O mais interessante disso é que a senhora que trabalha na sala ao lado consegue perturbar muito mais a minha concentração que os meus colegas de sala. A mulher fala tão alto, tão alto que as vezes nem com um fone de ouvido eu consigo deixar de ouvi-la.

Existe algum botão de volume nas pessoas? ou é um caso de "se-mancol" mesmo??

quinta-feira, abril 29, 2010

totalmente abandonado

é... eu sei...

O problema é que o "tempinho" que eu imaginei precisar para colocar a minha vida em dia está sendo bem maior do que o previsto.

Enquanto isso, a "bodega" aqui vai ficando às moscas.

Que fase!

Mas um dia eu volto!

segunda-feira, abril 19, 2010

ôoo dia!

É... hoje foi um tanto quanto... hummm... veja você mesmo(a)

07:30 - cheguei à Universidade

08:00 - início da aula para a turma do mestrado (noções básicas de redes de computadores)
11:30 - fim da aula

14:00 - reunião
15:30 - fim da reunião

15:30 - preparando material para aula da graduação

17:00 - apresentação de um colóquio, tema: linhas de pesquisa
18:00 - fim do colóquio

18:30 - aula para a graduação (Sistemas Operacionais)
19:10 - chamando a atenção de alguns alunos devido ao barulho
19:40 - aluno "X" é convidado a se retirar da sala (ele estava atirando pedaços de borracha em outros alunos - pode uma coisa dessas??)
20:05 - término da aula
20:20 - fim do expediente