Ontem a tarde um amigo me telefonou convidando para irmos pra Saint Raphael (pertinho de Saint-Tropez). Depois de uma meia-hora e alguns telefonemas, tudo estava arrumado e partimos em 2 carros: 3 brasileiros, 2 brasileiras, 1 polonesa e 1 inglês.
Depois de andar um pouco mais de 50 km e chegamos no tal lugar (com a ajuda do GPS, obvio!). Ficamos um tempo na praia e por volta das 19:00h resolvemos comer algo. Chegamos no restaurante e o garçom perguntou:
- Mesa para quantas pessoas?
- 7 pessoas, por favor
- Vocês vão comer agora?
(como assim?? se nós estamos entrando no restaurante é pq nós vamos comer!)
- Sim
Nos acomodamos e depois de uns 5 minutos o menu apareceu.
Das 7 pessoas, apenas os homens resolveram "comer de verdade". As meninas iriam pedir algo pra beber e sorvete. Então fizemos o pedido para o garçom e ele saiu.
Algum tempo depois ele voltou e disse:
- Infelizmente eu não posso fazer o pedido de vocês...
Nos olhamos sem entender direito o que estava acontecendo e ele continuou
- ... todos os 7 devem fazer pedido de "prato quente", caso contrário não sera' possível.
Nesse instante o tempo parou. Parou por apenas uma fração de segundos, mas eu pude ver os olhares de indignação de todos na mesa. Vale destacar a gota de suor - que surgiu não pelo calor, mas pela ira - escorrendo ao lado da testa de um dos brasileiros. O outro estava com os dentes cerrados e uma expressão na cara que deixava claro que ele pensava "mas que porra é essa?!?!?"
Alguém, ainda sem acreditar no que o garçom havia falado, perguntou:
- como?
e ele repetiu:
- ... todos os 7 devem fazer pedido de "prato quente", caso contrário não sera' possível.
Outra vez nos olhamos e sem mais nenhuma duvida nos levantamos para sair. Entre frases do tipo "eu ainda não acredito nisso" e "essa foi a coisa mais estupida que eu ja' vi na vida" nos dirigimos para fora do restaurante.
Alguém deve estar lendo o texto e pensando que "faz sentido", ja' que nós poderíamos estar ocupando o lugar de clientes que iriam gastar mais. Certo? Errado! Porque? Nós eramos os únicos clientes no restaurante.
Saímos e fomos procurar outro lugar pra comer. Dessa vez, ja' ressabiados com o atendimento, ao chegar no outro restaurante deixamos claro que apenas 4 das 7 pessoas iriam comer.
A senhora que nos atendeu foi simpática e disse "não tem problema".
Sentamos e esperamos. Esperamos pra ela trazer o menu. Esperamos para ela vir fazer o pedido. Esperamos para ela trazer o pedido e tivemos que esperar para alguém olhar na nossa direção para pedir a conta.
Quando a conta chegou, começamos a ver quanto cada um iria pagar, ja' que não seira justo alguém que consumiu 5€ dividir a conta com alguém que consumiu 20€. Depois de os valores estarem devidamente divididos e mais uma espera até a "tia" que nos atendeu aparecer, começamos a pagar a conta.
Entre um pagamento e outro a tal "tia" se dividia em 5 tarefas diferentes: cobrar a nossa conta, entregar pratos para outros clientes, limpar o chão, atender reclamações e falar com os outros funcionários do restaurante. Obviamente, ela não conseguiu manter o foco em nenhuma das atividades e nenhuma foi bem feita.
Depois de uns 15 minutos ainda o Flávio e eu esperávamos pra pagar. A minha conta dava um pouco menos de X€ e a do Flávio algo em torno de Y€. Mas a tal "tia" teve um surto quando falamos que eu iria pagar o valor X€ e ele Y€. Do nada ela começou a dizer que se fosse assim ela iria ficar louca e que se todos os clientes quisessem pagar dessa forma ela não teria como trabalhar e bla bla bla.
Nessa hora eu olhei pra cima, respirei fundo (perguntando, porque??? porque???), olhei pra ela novamente ignorando o que ela havia dito e disse:
- Eu vou pagar X€, obrigado.
Entreguei o cartão de crédito e fiz uma cara de que se ela não aceitasse ela não sairia viva do estabelecimento.
Aparantemente ela não gostou muito, mas fez o restante da cobrança e assim pudemos voltar pra casa sem nenhuma gota de sangue ser derramada.
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segunda-feira, agosto 10, 2009
segunda-feira, julho 20, 2009
meio abandonado...
Pois é, eu tenho a impressão... não, tenho certeza de que o meu blog esta' meio abandonado nos últimos tempos.
Acontece que na semana passada eu estava de férias e tentei ficar o mais longe possível do PC. Ligava pra falar com a minha família e apagar uns 150 e-mails que lotam todos os dias a minha caixa de entrada.
Confesso também que estou sem inspiração pra escrever e pra piorar as coisas serviço é o que não faltou hoje. Pelo visto o ritmo mais acelerado no trabalho vai continuar nos próximos meses.
Escrevi tudo isso so' porque existe o risco do blog ficar às traças por algum tempo, ou não... vai saber, da ultima vez q eu escrevi que o blog iria ficar abandonado, depois de 5 minutos ja' tinha um post.
De qualquer forma, que assim seja. Se der eu vou atualizar (e ler os blogs tradicionais, que nem isso eu estou conseguindo fazer) e se não der, paciência...
P.S. - perceberam que eu estou meio bipolar hoje??
Acontece que na semana passada eu estava de férias e tentei ficar o mais longe possível do PC. Ligava pra falar com a minha família e apagar uns 150 e-mails que lotam todos os dias a minha caixa de entrada.
Confesso também que estou sem inspiração pra escrever e pra piorar as coisas serviço é o que não faltou hoje. Pelo visto o ritmo mais acelerado no trabalho vai continuar nos próximos meses.
Escrevi tudo isso so' porque existe o risco do blog ficar às traças por algum tempo, ou não... vai saber, da ultima vez q eu escrevi que o blog iria ficar abandonado, depois de 5 minutos ja' tinha um post.
De qualquer forma, que assim seja. Se der eu vou atualizar (e ler os blogs tradicionais, que nem isso eu estou conseguindo fazer) e se não der, paciência...
P.S. - perceberam que eu estou meio bipolar hoje??
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sábado, setembro 20, 2008
O diario de um atropelado: parte 12
Devido a grande diferença de opiniões entre o médico que fez o gesso do meu braço (extremamente otimista - máximo 45 dias) e o ultimo médico que eu consultei (extremamente pessimista - minimo 12 semanas) com relação ao tempo de imobilização, ambos clínicos-gerais, achei melhor ter uma terceira opinião, desta vez de um especialista. Então lah fui eu ao ortopedista.
Ortopedistas em geral têm fama de serem pouco "tratáveis" (ou de ter uma delicadeza de um rinoceronte numa loja de cristais), mas esse que eu consultei ontem, em especial, superou todas as espectativas. Já ao chegar na clinica fui encaminhado ao raio-x (sim, mais um) e em seguida o médico me "atendeu".
Depois de uma rápida olhada no novo raio-X (ele nem quis ver os outros), ele decidiu que era hora de tirar o gesso e colocar um mais curto. Com toda a suavidade de um touro de rodeio, ele substituiu o gesso (resina). Logo apos a retirada do gesso, eu perguntei se eu poderia lavar a mão, pois 5 semanas sem lavar entre os dedos não garante o melhor odor do mundo.
Sinceramente, parecia que eu tinha insultado a mãe do médico. Ele resmungou alguma coisa que eu não entendi e disse que não. Então ele limpou a minha mão com um pedaço de papel-toalha (pelo menos não foi com jornal) e começou a fazer o novo gesso.
O cara estava com pressa pq ele fez tudo isso em menos de 10 min e, na minha modesta opinião, ficou um trabalho porco. O gesso ficou com varias rebarbas e todo irregular.
A secretaria dele também não pode-se dizer que é um exemplo de atendimento ao paciente. Não quero nem comentar...
Moral da historia, ele ficou no meio-termo, nem otimista e nem pessimista.
Saldo:
Mais 5 semanas com o braço imobilizado abaixo do cotovelo até a mão;
4 dedos (exceto do dedão) livres para digitar;
Uma sensação enorme de que eu fui mal atendido soh pq eu sou estrangeiro;
Ortopedistas em geral têm fama de serem pouco "tratáveis" (ou de ter uma delicadeza de um rinoceronte numa loja de cristais), mas esse que eu consultei ontem, em especial, superou todas as espectativas. Já ao chegar na clinica fui encaminhado ao raio-x (sim, mais um) e em seguida o médico me "atendeu".
Depois de uma rápida olhada no novo raio-X (ele nem quis ver os outros), ele decidiu que era hora de tirar o gesso e colocar um mais curto. Com toda a suavidade de um touro de rodeio, ele substituiu o gesso (resina). Logo apos a retirada do gesso, eu perguntei se eu poderia lavar a mão, pois 5 semanas sem lavar entre os dedos não garante o melhor odor do mundo.
Sinceramente, parecia que eu tinha insultado a mãe do médico. Ele resmungou alguma coisa que eu não entendi e disse que não. Então ele limpou a minha mão com um pedaço de papel-toalha (pelo menos não foi com jornal) e começou a fazer o novo gesso.
O cara estava com pressa pq ele fez tudo isso em menos de 10 min e, na minha modesta opinião, ficou um trabalho porco. O gesso ficou com varias rebarbas e todo irregular.
A secretaria dele também não pode-se dizer que é um exemplo de atendimento ao paciente. Não quero nem comentar...
Moral da historia, ele ficou no meio-termo, nem otimista e nem pessimista.
Saldo:
Mais 5 semanas com o braço imobilizado abaixo do cotovelo até a mão;
4 dedos (exceto do dedão) livres para digitar;
Uma sensação enorme de que eu fui mal atendido soh pq eu sou estrangeiro;
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