Desde ontem tenho tosse, dores no corpo, febre e dor de cabeça. Hoje eu nem fui trabalhar, pois pode ser a tal Gripe A. Como norma, a empresa recomenda ficar em casa por medida de segurança.
Tentei marcar uma consulta pra ir no médico, mas não consegui. Aqui na França você não pode ir em qualquer médico. Eles tem um sistema chamado "médico de referência" e a primeira consulta tem que ser com esse individuo ai... (salvo para oftalmologista e ginecologista). Tentei marcar consulta com o meu "médico de referência", mas o infeliz não trabalha nas quartas de manhã e nem nas quintas (durante o dia todo). Pra piorar, agora a tarde so' da' na caixa postal.
Em casos de urgência existe um serviço publico, mas eu ainda não me enquadrei nisso... o negocio vai ser continuar em repouso, tomando muito liquido e controlado a febre pra ver onde vai parar.
E' sério... tem dias que eu acho que eu limpei os pés (com bastante barro) no Santo Sudário...
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quarta-feira, novembro 25, 2009
terça-feira, agosto 04, 2009
é o peso da idade (e da teimosia): os 5 erros
Terça-feira da semana passada eu fui (mais uma vez) jogar basquete ao meio-dia. Caso alguém esteja se perguntando "como?", eu respondo: eu tenho 2h para o almoço e tem chuveiro no ginásio ;-) Isso significa que eu tomo banho depois do jogo pra não passar o dia fedendo feito um gamba' e ainda arrumo um "tempinho" pra comer alguma coisa.
--- Prólogo ---
Da ultima vez que eu joguei com esse pessoal eu levei uma porrada na costela que me deixou fora das quadras por 4 semanas (quem não me conhece vai achar q eu sou um jogador profissional hahaha).
--- fim do Prólogo ---
Então, terça-feira la' estava eu pronto pra mais um momento desportista. Fiz um alongamento bem meia-boca e começamos a jogar e esse foi o meu primeiro erro. Depois de 15 minutos de jogo eu senti uma dorzinha na coxa direita e um pequeno mal-estar no pescoço, mas não dei muita importância e continuei jogando (meu segundo erro). Fim do jogo, alongamento (dessa vez da forma correta), banho, almoço, trabalho e casa.
Tudo ficou bem até a quarta-feira de manhã quando eu acordei com torcicolo, não tomei nenhuma providência porque achei que logo iria passar (meu terceiro erro).
Na quinta acordei pior e tive que tomar remédio. Quinta a noitinha eu era a versão viva do Robocop. Tinha momentos em que eu parecia um Playmobil que so' movimentava os braços e as pernas, o tronco e a cabeça estavam totalmente paralisados.
No sábado acordei bem melhor, ja' 90% recuperado. A tarde eu fui pra piscina e, como eu sou um adulto-adolescente, resolvi pular na agua (quarto erro). Na hora que eu corri e dei o impulso eu tive a sensação de rasgar a carne da coxa. Dentro da agua eu parecia um nadador manco movendo so' a perna direita. Mesmo assim resolvi ficar na piscina por mais algum tempo (quinto erro).
Depois de sair da piscina voltei pra casa (eu moro no terceiro andar) e tive que subir pelas escadas (óbvio, eu estava com dor na perna) pq algum vizinho muito gente-boa deixou o elevador bloqueado* no meu andar.
Resultado de tudo isso, após uma semana do famigerado jogo eu ainda não estou 100% do pescoço e a coxa doem.
Que fase!!
* O elevador do meu prédio tem um botão para manter ele no mesmo andar. Isso evita que a porta feche e é muito util quando o elevador esta' cheio de coisas pra descarregar.
--- Prólogo ---
Da ultima vez que eu joguei com esse pessoal eu levei uma porrada na costela que me deixou fora das quadras por 4 semanas (quem não me conhece vai achar q eu sou um jogador profissional hahaha).
--- fim do Prólogo ---
Então, terça-feira la' estava eu pronto pra mais um momento desportista. Fiz um alongamento bem meia-boca e começamos a jogar e esse foi o meu primeiro erro. Depois de 15 minutos de jogo eu senti uma dorzinha na coxa direita e um pequeno mal-estar no pescoço, mas não dei muita importância e continuei jogando (meu segundo erro). Fim do jogo, alongamento (dessa vez da forma correta), banho, almoço, trabalho e casa.
Tudo ficou bem até a quarta-feira de manhã quando eu acordei com torcicolo, não tomei nenhuma providência porque achei que logo iria passar (meu terceiro erro).
Na quinta acordei pior e tive que tomar remédio. Quinta a noitinha eu era a versão viva do Robocop. Tinha momentos em que eu parecia um Playmobil que so' movimentava os braços e as pernas, o tronco e a cabeça estavam totalmente paralisados.
No sábado acordei bem melhor, ja' 90% recuperado. A tarde eu fui pra piscina e, como eu sou um adulto-adolescente, resolvi pular na agua (quarto erro). Na hora que eu corri e dei o impulso eu tive a sensação de rasgar a carne da coxa. Dentro da agua eu parecia um nadador manco movendo so' a perna direita. Mesmo assim resolvi ficar na piscina por mais algum tempo (quinto erro).
Depois de sair da piscina voltei pra casa (eu moro no terceiro andar) e tive que subir pelas escadas (óbvio, eu estava com dor na perna) pq algum vizinho muito gente-boa deixou o elevador bloqueado* no meu andar.
Resultado de tudo isso, após uma semana do famigerado jogo eu ainda não estou 100% do pescoço e a coxa doem.
Que fase!!
* O elevador do meu prédio tem um botão para manter ele no mesmo andar. Isso evita que a porta feche e é muito util quando o elevador esta' cheio de coisas pra descarregar.
terça-feira, maio 05, 2009
Eu e a minha vida pseudo-esportista
Sábado passado eu fui praticar arborismo (como eles chamam aqui AccroBranche).
Tudo começou com um amigo dizendo:
- E ai? ta' afim de fazer AccroBranche?
- Que diabo é isso?
- ...?!?!
... passado o momento ignorância (da minha parte) eu adotei a filosofia "se me convidar por educação, vc ta' ralado, pq eu vou dizer SIM".
Sábado: 13:15 depois de vagar por alguns minutos na cidade de Villeneuve-Loubet, chegamos ao local correto. La' encontramos outras 4 pessoas (todos ingleses) e um francês, por sinal, este ultimo foi muito simpático. O francês chegou, cumprimentou dois dos ingleses, olhou para os outros 2 ingleses sem dizer nada e ignorou completamente o meu amigo e eu, mas tudo bem... (educação é algo que vem do berço mesmo).
Entregamos os ingressos e pegamos as bicicletas. Foram 15 minutos de uma trilha tranquila e plana até chegar ao local das instruções. Ouvimos como funcionam as regras de segurança e colocamos todo o material necessário: cadeirinha, capacete e luvas. Depois do treinamento básico começou a grande experiência.
Foram 36 obstáculos em aproximadamente 2h e 30 min que incluíram tirolesas, cabo-de-aço, redes suspensas e parede vertical.
Ja' nos primeiros 10 minutos as pernas começaram a tremer, foi logo depois de subir uma escada de corda e fazer uma tirolesa pequena. Nos estávamos uns 8 metros de altura do chão e o obstáculo era caminhar entre uma árvore e outra segurando num cabo-de-aço e pisando numa espécie de escada feita de cordas e madeira (na horizontal).
Nessa hora a garganta ja' estava seca e as pernas balançavam mais do que bambu em dia de vento. Depois de algum tempo eu descobri que o tênis que eu estava calçando não era o ideal para praticar o tal esporte. Alguns dos obstáculos exigiam um leve subida e o tênis vivia escorregando.
O ponto mais legal foi uma tirolesa de 140 m. As tirolesas eram as mais tranquilas, o problema era chegar até elas :-)
Confesso que em alguns momentos eu me senti nas "Olimpíadas do Faustão". Pra completar a formula, so' faltou um maluco com um canhão atirando bolas em mim.
Claro que durante todo o percurso eu pensei em desistir umas 25.000 vezes, mas a teimosia foi maior do que este que vos escreve e eu continuei.
O local mais critico do percurso foi quanto tivemos que andar uns 20 em um paredão. Sabe aquelas paredes de escalada que tem umas (literalmente) pedrinhas onde a pessoa se segura? Foi exatamente isso. Imagine a cena: paredão de uns 15 metros de altura e o Leandro pendurado la' sem conseguir sair do lugar.
Não poderia piorar, né? Poderia sim. Além de não saber como ir adiante e não ter como voltar, não tinha ninguém pra dar instruções por perto e a minha perna esquerda começou a tremer, mas não foi uma tremidinha... ela balançava mais do que rabo de cachorro que não vê o dono a mais de 30 dias. Então eu parei, respirei fundo e disse alto e em bom tom:
- Agora FUDEU!!!
Aparentemente isso me deixou mais tranquilo e eu consegui ir adiante, mas obviamente a pergunta "o que diabos eu estou fazendo aqui?" não saia da minha cabeça.
So' depois de passar pelo paredão que eu vi que havia um caminho alternativo e menos difícil, mas nem me estressei, ja' que é óbvio que Murphy não iria deixar eu escolher o mais fácil mesmo.
Praticamente todos os outros obstáculos foram "fáceis" se comparados com o paredão, salvo o ante-penúltimo. Na verdade esse obstáculo nem era tão difícil, mas como eu estava hiper-mega-cansado, a coisa ficou meio complicada. A idéia era atravessar entre uma parede na rocha até uma rede feita de cordas pendurado numa corda (no melhor estilo Tarzan) e segurar nessa rede, depois (ainda pendurado na rede) ir até uma árvore a esquerda. Por sorte eu consegui passar sem maiores problemas.
No final do percurso pegamos as bicicletas novamente e voltamos ao ponto de partida.
No sábado eu não senti muito os reflexos da brincadeira, mas domingo e segunda foi difícil. Eu redescobri alguns músculos no meu braço, na minha barriga e nas minhas costas, mas no fim das contas valeu a pena e eu acho que eu faria de novo (daqui uns 6 meses, no mínimo) :-)
aqui, aqui e aqui vocês podem ver três videos que eu achei no YouTube sobre o AccroBranche em Villeneuve-Loubet.
Enjoy!
Tudo começou com um amigo dizendo:
- E ai? ta' afim de fazer AccroBranche?
- Que diabo é isso?
- ...?!?!
... passado o momento ignorância (da minha parte) eu adotei a filosofia "se me convidar por educação, vc ta' ralado, pq eu vou dizer SIM".
Sábado: 13:15 depois de vagar por alguns minutos na cidade de Villeneuve-Loubet, chegamos ao local correto. La' encontramos outras 4 pessoas (todos ingleses) e um francês, por sinal, este ultimo foi muito simpático. O francês chegou, cumprimentou dois dos ingleses, olhou para os outros 2 ingleses sem dizer nada e ignorou completamente o meu amigo e eu, mas tudo bem... (educação é algo que vem do berço mesmo).
Entregamos os ingressos e pegamos as bicicletas. Foram 15 minutos de uma trilha tranquila e plana até chegar ao local das instruções. Ouvimos como funcionam as regras de segurança e colocamos todo o material necessário: cadeirinha, capacete e luvas. Depois do treinamento básico começou a grande experiência.
Foram 36 obstáculos em aproximadamente 2h e 30 min que incluíram tirolesas, cabo-de-aço, redes suspensas e parede vertical.
Ja' nos primeiros 10 minutos as pernas começaram a tremer, foi logo depois de subir uma escada de corda e fazer uma tirolesa pequena. Nos estávamos uns 8 metros de altura do chão e o obstáculo era caminhar entre uma árvore e outra segurando num cabo-de-aço e pisando numa espécie de escada feita de cordas e madeira (na horizontal).
Nessa hora a garganta ja' estava seca e as pernas balançavam mais do que bambu em dia de vento. Depois de algum tempo eu descobri que o tênis que eu estava calçando não era o ideal para praticar o tal esporte. Alguns dos obstáculos exigiam um leve subida e o tênis vivia escorregando.
O ponto mais legal foi uma tirolesa de 140 m. As tirolesas eram as mais tranquilas, o problema era chegar até elas :-)
Confesso que em alguns momentos eu me senti nas "Olimpíadas do Faustão". Pra completar a formula, so' faltou um maluco com um canhão atirando bolas em mim.
Claro que durante todo o percurso eu pensei em desistir umas 25.000 vezes, mas a teimosia foi maior do que este que vos escreve e eu continuei.
O local mais critico do percurso foi quanto tivemos que andar uns 20 em um paredão. Sabe aquelas paredes de escalada que tem umas (literalmente) pedrinhas onde a pessoa se segura? Foi exatamente isso. Imagine a cena: paredão de uns 15 metros de altura e o Leandro pendurado la' sem conseguir sair do lugar.
Não poderia piorar, né? Poderia sim. Além de não saber como ir adiante e não ter como voltar, não tinha ninguém pra dar instruções por perto e a minha perna esquerda começou a tremer, mas não foi uma tremidinha... ela balançava mais do que rabo de cachorro que não vê o dono a mais de 30 dias. Então eu parei, respirei fundo e disse alto e em bom tom:
- Agora FUDEU!!!
Aparentemente isso me deixou mais tranquilo e eu consegui ir adiante, mas obviamente a pergunta "o que diabos eu estou fazendo aqui?" não saia da minha cabeça.
So' depois de passar pelo paredão que eu vi que havia um caminho alternativo e menos difícil, mas nem me estressei, ja' que é óbvio que Murphy não iria deixar eu escolher o mais fácil mesmo.
Praticamente todos os outros obstáculos foram "fáceis" se comparados com o paredão, salvo o ante-penúltimo. Na verdade esse obstáculo nem era tão difícil, mas como eu estava hiper-mega-cansado, a coisa ficou meio complicada. A idéia era atravessar entre uma parede na rocha até uma rede feita de cordas pendurado numa corda (no melhor estilo Tarzan) e segurar nessa rede, depois (ainda pendurado na rede) ir até uma árvore a esquerda. Por sorte eu consegui passar sem maiores problemas.
No final do percurso pegamos as bicicletas novamente e voltamos ao ponto de partida.
No sábado eu não senti muito os reflexos da brincadeira, mas domingo e segunda foi difícil. Eu redescobri alguns músculos no meu braço, na minha barriga e nas minhas costas, mas no fim das contas valeu a pena e eu acho que eu faria de novo (daqui uns 6 meses, no mínimo) :-)
aqui, aqui e aqui vocês podem ver três videos que eu achei no YouTube sobre o AccroBranche em Villeneuve-Loubet.
Enjoy!
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